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Cifras para Teclado: Aprenda a Tocar com Facilidade

Acesse cifras para teclado gratuitas no Cantivy. Acordes, inversões e progressões para tocar suas músicas favoritas no piano. Comece agora.

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Diferença entre cifras para violão e teclado

Cifras são universais — os nomes dos acordes (G, Am, C7, Dm) funcionam para qualquer instrumento harmônico. A diferença está em como cada instrumento executa esses acordes. No violão, você pressa as cordas em posições específicas. No teclado, você distribui as notas do acorde entre as duas mãos.

Para violonistas migrando para teclado (ou vice-versa), a boa notícia é que a teoria é a mesma: G maior = Sol, Si, Ré em qualquer instrumento. O que muda é apenas a técnica de execução.

Use o <a href="/ferramentas/piano/">Piano Virtual do Cantivy</a> para praticar os acordes das cifras diretamente no navegador.

Como ler cifras no teclado

Quando você vê uma cifra como "G – Em – C – D", cada letra indica o acorde que a mão direita (ou ambas as mãos) devem tocar. No teclado, o acorde é tocado com a mão direita enquanto a mão esquerda pode tocar a nota fundamental (baixo) ou um padrão de acompanhamento.

A posição mais comum para acordes de 3 notas (tríades) no teclado é a posição fundamental: para C maior, toque Dó–Mi–Sol com os dedos 1, 3 e 5 da mão direita. Para inversões, redistribua as notas: Mi–Sol–Dó (1ª inversão) ou Sol–Dó–Mi (2ª inversão).

Inversões são muito úteis no teclado para evitar saltos grandes entre acordes consecutivos. Por exemplo, indo de C para G, use a 2ª inversão de G (Sol–Si–Ré com Ré embaixo) para manter as mãos na mesma região do teclado.

Progressões comuns

As progressões mais comuns na música popular brasileira funcionam igualmente no teclado. A progressão I–V–vi–IV em Dó maior é C–G–Am–F: quatro acordes que aparecem em dezenas de músicas de todos os gêneros.

Outra progressão muito usada é I–IV–V–I (C–F–G–C em Dó maior), a base do forró, sertanejo e grande parte da música nordestina. Pratique as duas progressões em pelo menos três tonalidades diferentes para desenvolver fluência.

Acompanhamento com mão esquerda

A mão esquerda no teclado funciona como o baixo e o contratempo da música. O padrão mais simples é tocar a nota fundamental do acorde na mão esquerda enquanto a mão direita toca as demais notas do acorde. Isso já cria um acompanhamento funcional.

Um padrão mais elaborado é o "baixo-acorde": mão esquerda toca a fundamental no tempo 1 e 3, e as notas do acorde (sem a fundamental) no tempo 2 e 4. Esse ritmo de "bumba-chicka" é a base do acompanhamento de bolero, balada e muitas músicas gospel.

Para música mais animada, tente o arpejo de mão esquerda: toque as notas do acorde uma de cada vez em ordem ascendente, criando movimento contínuo sob a melodia da mão direita.

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Você está com o teclado na frente e quer acompanhar uma música, não passar 40 minutos em uma explicação abstrata. Nesta aula de cifras teclado, você vai localizar as notas, montar quatro acordes básicos, ler uma sequência de quatro compassos e praticar por 10 minutos entre 60 e 72 BPM.

Eu sou Lucas Mendes, produtor musical, formado online pela Berklee e editor-chefe do Cantivy. Vamos trabalhar como em uma sessão de estúdio: uma ideia por vez, andamento controlado, repetição com objetivo e registro do que ainda falha. Ao final, você terá um exercício para tocar hoje e uma progressão aplicável a sertanejo, forró, gospel, pagode e MPB.

O que são cifras para teclado

A cifra é uma forma curta de indicar o acorde que acompanha uma música. Em vez de escrever cada nota em uma pauta, usamos letras e símbolos. C representa dó maior, D representa ré maior, E representa mi maior, F representa fá maior, G representa sol maior, A representa lá maior e B representa si maior. A letra sozinha costuma indicar um acorde maior.

Quando aparece uma letra acompanhada de m, o acorde é menor. Assim, Am é lá menor e Em é mi menor. O símbolo 7 acrescenta uma sétima, como G7. O símbolo maj7 indica uma sétima maior, como Cmaj7. O sinal # indica sustenido, e o sinal b indica bemol. D/F# significa ré maior com fá sustenido como nota mais grave. Você não precisa decorar esses símbolos no primeiro dia. Comece por quatro acordes: C, G, Am e F.

Para tocar teclado com cifras, a mão esquerda geralmente faz o baixo ou toca a nota fundamental, enquanto a mão direita forma o acorde, executa a melodia ou combina as duas funções. No acompanhamento inicial, toque C, G, Am e F com a mão direita. Repita cada acorde por quatro tempos. Essa sequência, escrita como I–V–vi–IV em dó maior, aparece em diferentes estilos, embora o ritmo e a melodia mudem conforme a música.

Se você ainda confunde as teclas brancas e pretas, estude primeiro o material sobre notas do teclado: aprenda a identificar cada tecla. Hoje, antes de montar qualquer acorde, encontre três vezes o dó em regiões diferentes do instrumento. A cifra só fica prática quando você encontra cada nota sem interromper o pulso.

Tarefa de hoje: escreva em uma folha C = dó, mi, sol; G = sol, si, ré; Am = lá, dó, mi; F = fá, lá, dó. Deixe a folha ao lado do teclado durante os primeiros cinco minutos. Depois tente tocar sem consultar.

Duas oitavas com nome e frequência de cada tecla branca. O grupo de duas teclas pretas é a única referência de que você precisa: dó é a branca imediatamente à esquerda dele, em qualquer teclado. Frequências em temperamento igual, Lá4 = 440 Hz. Figura do Cantivy — livre para reutilizar com link para esta página.

Seu primeiro dia com acordes de teclado

Comece ajustando o banco ou a cadeira para que seus antebraços fiquem quase paralelos ao chão. Mantenha os ombros soltos e os cotovelos sem colar no corpo. Apoie a mão direita sobre cinco teclas consecutivas e deixe os dedos arredondados. Pressione as teclas com o peso necessário para produzir som. Força excessiva aumenta a tensão e não melhora a afinação nem a clareza do acorde.

Agora localize o dó central. Procure um grupo de duas teclas pretas. O dó é a tecla branca imediatamente à esquerda desse grupo. Em um teclado de 61 teclas, essa referência costuma ficar próxima ao centro físico, mas a posição muda conforme o modelo. Não dependa do centro do aparelho. Use sempre o grupo de duas teclas pretas para confirmar a nota.

A partir do dó, conte as teclas brancas: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si. Depois do si, o ciclo recomeça no dó seguinte. Toque cada nome em voz baixa por duas voltas. Esse procedimento leva cerca de 30 segundos e reduz a procura aleatória pelas teclas.

O primeiro acorde será C, dó maior. Toque dó, mi e sol juntos. Use, como referência inicial, os dedos 1, 3 e 5 da mão direita. Depois faça G, sol maior, com sol, si e ré. Em seguida, pratique Am, lá menor, com lá, dó e mi. Por último, faça F, fá maior, com fá, lá e dó. Os dedos podem mudar quando você usar inversões. Neste momento, priorize reconhecer as notas e produzir três sons simultâneos.

Faça a troca entre C e G por cinco vezes. Depois alterne G e Am por cinco vezes. Em seguida, toque C, G, Am e F, mantendo quatro tempos para cada acorde. Se uma nota ficar abafada, toque as três teclas separadamente, identifique a nota que não soa e ajuste a curva do dedo. Uma mudança limpa em 60 BPM ensina mais controle do que uma sequência apressada em 120 BPM.

Para conferir nomes e combinações sem interromper tanto o estudo, use o gerador de acordes. Ele serve como apoio visual. Ainda assim, mantenha o teclado como sua fonte principal de prática e confirme cada acorde ouvindo as notas.

Tarefa de hoje: faça três rodadas de C–G–Am–F. Na primeira, diga os nomes das notas. Na segunda, toque por quatro tempos. Na terceira, tente fazer a troca sem olhar para a mão por mais de dois segundos.

O erro mais comum de quem começa

O erro mais comum é tentar tocar a música inteira antes de conseguir trocar dois acordes sem parar. A pessoa encontra uma cifra na internet, coloca o áudio em velocidade normal, geralmente entre 90 e 120 BPM, e tenta acompanhar do primeiro ao último compasso. Quando a mão atrasa, ela acelera os dedos, perde o pulso e conclui que não leva jeito.

A solução é reduzir o problema. Escolha somente dois acordes e faça a troca durante dois minutos. Toque cada um por quatro tempos. Conte “1, 2, 3, 4” em voz baixa. Depois passe para dois tempos por acorde. Se você errar, não volte automaticamente ao início da música. Repita apenas o trecho em que a troca falhou. Um erro entre o segundo e o terceiro tempo merece uma repetição daquele ponto, não cinco minutos recomeçando o exercício inteiro.

Outro erro frequente é decorar desenhos sem saber quais notas estão sendo tocadas. O formato de C pode parecer diferente de C em outra oitava, mas as notas continuam dó, mi e sol. Entender essa relação permite usar inversões e acompanhar sem saltos grandes pela extensão do teclado.

Também evite trocar a posição da mão a cada acorde sem necessidade. No início, use a posição fundamental para reconhecer as notas. Depois experimente inversões. Por exemplo, em vez de saltar de C para G, você pode manter algumas notas próximas. C na posição fundamental usa dó, mi e sol. G na segunda inversão usa ré, sol e si. A distância da mão diminui, e a troca fica mais contínua.

Não tente corrigir cinco problemas ao mesmo tempo. Escolha um alvo por sessão: duração, notas abafadas, troca atrasada, tensão na mão ou andamento instável. Grave 60 segundos no celular e escute apenas esse alvo. A gravação não precisa ser publicada e depende do microfone e do ambiente do aparelho.

Se você toca outros instrumentos, não aplique automaticamente a mesma lógica. Há uma aula específica sobre escalas para violão: domine o braço do instrumento, mas no teclado as notas ficam organizadas de maneira linear. Aproveite essa disposição para enxergar padrões com clareza.

Tarefa de hoje: escolha a troca mais difícil entre C–G, G–Am, Am–F e F–C. Marque dois minutos no cronômetro. Toque somente esses dois acordes em 60 BPM, com quatro tempos para cada um, e conte quantas trocas ocorreram sem pausa.

Como ler cifras piano e teclado

Uma cifra acima de uma linha indica o acorde que entra naquele ponto. Se aparecem C | G | Am | F, você pode tocar cada acorde por quatro tempos e repetir o ciclo. A barra vertical separa os compassos. Se a música estiver em 4/4, conte quatro pulsos antes de mudar, salvo quando a indicação pedir outra duração.

Em uma sequência escrita C | G | Am | F, o primeiro C ocupa o compasso 1, G ocupa o compasso 2, Am ocupa o compasso 3 e F ocupa o compasso 4. A 60 BPM, cada pulso dura um segundo. Assim, cada acorde permanece por aproximadamente quatro segundos. Esse cálculo ajuda você a perceber se está mudando antes ou depois do tempo.

Veja alguns símbolos comuns. Cmaj7 significa dó maior com sétima maior. Am7 significa lá menor com sétima menor. D/F# significa ré maior com fá sustenido no baixo. O número depois da barra indica a nota mais grave, mas você pode deixar esse detalhe para depois. Para acompanhar uma canção no primeiro dia, C, G, Am e F já oferecem material suficiente.

Uma forma simples de começar é tocar o acorde no primeiro tempo e sustentar até o próximo compasso. Depois, toque novamente no tempo 3. Esse padrão cria dois ataques por compasso. Em estilos como pagode, forró e sertanejo, você poderá adaptar o padrão ao ritmo, mas primeiro precisa manter o pulso sem acelerar.

Não confunda cifra com melodia. A cifra informa a harmonia, mas não diz exatamente qual ritmo usar, quais notas a voz canta ou em qual oitava você deve tocar. Por isso, escute a gravação e identifique onde o acorde muda. Em um gospel lento, o acorde pode durar um compasso inteiro ou mais. Em um forró mais movimentado, a mesma cifra pode receber ataques curtos e mudanças de baixo. Em uma balada sertaneja, você pode sustentar o acorde por quatro tempos antes de acrescentar um padrão de acompanhamento.

Quando procurar repertório, use materiais adequados ao seu nível, como estas cifras simplificadas de músicas fáceis. A versão simplificada não elimina o aprendizado. Ela reduz a quantidade de decisões para você desenvolver coordenação, ouvido e regularidade. Depois de tocar oito compassos sem parar, você pode comparar a versão simplificada com a gravação e acrescentar um detalhe por vez.

Tarefa de hoje: escreva C | G | Am | F em quatro blocos. Coloque o metrônomo em 60 BPM. Toque um ataque no tempo 1, sustente por quatro tempos e repita por oito compassos. Se perder a contagem, pare o metrônomo, conte quatro pulsos e recomece do compasso em que houve o erro.

Exercício de 10 minutos para tocar cifras

Programe um cronômetro de 10 minutos e deixe o celular fora do alcance da mão, exceto quando for usar o metrônomo ou gravar o último minuto. Use o metrônomo entre 60 e 72 BPM. O objetivo não é tocar uma música completa. O objetivo é fazer quatro acordes com som limpo, troca previsível e pulso estável.

  1. Minutos 1 e 2: toque C, G, Am e F uma vez cada, sem metrônomo. Diga o nome das notas enquanto monta cada acorde. Faça duas voltas completas, com cerca de 30 segundos por volta.
  2. Minutos 3 e 4: toque cada acorde por quatro tempos a 60 BPM. Faça quatro ciclos completos. Não corra para alcançar a próxima troca. Prepare a mão durante o último tempo sem apertar as teclas antes da hora.
  3. Minutos 5 e 6: toque cada acorde por dois tempos. Faça quatro ciclos. Se a troca ficar confusa por duas mudanças seguidas, volte para quatro tempos por mais 30 segundos e tente novamente.
  4. Minutos 7 e 8: use a mão esquerda para tocar apenas a nota fundamental no primeiro tempo. Toque dó para C, sol para G, lá para Am e fá para F. A mão direita mantém o acorde por dois compassos.
  5. Minutos 9 e 10: use um ritmo simples, com ataques nos tempos 1 e 3, e repita a progressão sem parar. Se a mão esquerda desorganizar o pulso, retire-a e conclua os dois minutos somente com a mão direita.

Grave os últimos 60 segundos no celular. Não precisa publicar. Escute e verifique três pontos: você manteve o andamento, todas as notas soaram e a troca aconteceu no tempo certo. Anote uma única falha para corrigir na próxima sessão. Se tentar corrigir cinco problemas de uma vez, você perde o foco e não sabe qual mudança ajudou.

Repita esse exercício por cinco dias. No sexto dia, suba para 72 BPM somente se conseguir fazer três ciclos sem interrupção. Se ainda houver pausas, mantenha 60 BPM. A velocidade deve acompanhar o controle, não substituir o controle. O resultado da gravação também depende do microfone, do ruído do ambiente e da posição do celular, então use a gravação como comparação entre sessões, não como medição de laboratório.

Registro prático: depois de cada sessão, anote o andamento, o número de ciclos e uma falha principal. Exemplo: “Dia 1, 60 BPM, 3 ciclos, troca Am–F atrasou duas vezes”. No quinto dia, compare esse registro com a gravação inicial.

Progressões para tocar repertório brasileiro

Depois de dominar C, G, Am e F, aplique a sequência em uma música brasileira que você já conhece de ouvido. Essa progressão I–V–vi–IV, quando usada em dó maior, corresponde a C–G–Am–F. Ela aparece em diferentes canções e gêneros, mas o ritmo, o andamento, a melodia e a duração de cada acorde mudam de uma obra para outra. Use a progressão para praticar acompanhamento. Não trate os quatro acordes como uma cifra completa de uma música específica.

Para sertanejo, experimente um acompanhamento regular, com o baixo no primeiro tempo e o acorde nos tempos 2, 3 e 4. Comece em 72 BPM e toque oito compassos. Para forró, mantenha a mão esquerda marcando a fundamental nos tempos 1 e 3 e use ataques curtos na mão direita. Para gospel, sustente os acordes por quatro tempos e deixe espaço entre as mudanças. Para pagode e MPB, escute a síncope antes de tentar copiar o padrão. Primeiro marque o pulso com um dedo na tampa do teclado. Depois transfira o padrão para as teclas.

Você não precisa tocar a versão original inteira para acompanhar alguém. Combine uma progressão curta de oito compassos, escolha uma região confortável e mantenha o tempo. Um teclado com timbre de piano funciona bem para começar porque deixa o ataque e a duração audíveis. Mais tarde, você pode testar pad, órgão ou rhodes, mas o timbre não resolve uma troca atrasada nem uma nota abafada.

Se o seu repertório principal é sertanejo, consulte a seleção de cifras sertanejo: toque os maiores sucessos. Também vale explorar a categoria de sertanejo para escolher uma música compatível com os quatro acordes que você já treinou. Escolha uma faixa com andamento próximo de 60 a 90 BPM antes de tentar uma música acima de 110 BPM.

Quando não estiver com o instrumento por perto, o piano virtual online ajuda a revisar a ordem das notas e testar uma ideia no navegador, com a página aberta. Como o microfone, o áudio e a resposta das teclas dependem do aparelho e do navegador, use a ferramenta para estudar conceitos e confirme sua execução no teclado físico.

Tarefa de hoje: escolha um gênero brasileiro, defina oito compassos e escreva a ordem dos acordes. Toque a mão esquerda somente nos tempos 1 e 3 durante os quatro primeiros compassos. Nos quatro seguintes, acrescente a mão direita nos tempos 2 e 4. Grave 60 segundos e confira se o pulso permaneceu constante.

Como evoluir depois dos acordes básicos

Quando C, G, Am e F estiverem firmes, aprenda as inversões. Em C, a posição fundamental é dó, mi, sol. A primeira inversão coloca mi, sol, dó. A segunda coloca sol, dó, mi. O acorde continua sendo C, mas as notas ficam em outra ordem. As inversões reduzem os saltos e deixam o acompanhamento mais próximo entre um acorde e outro.

Pratique uma troca específica. Toque C na posição fundamental e depois G na segunda inversão, com ré, sol e si. Repita 10 vezes em 60 BPM. Em seguida, toque C na primeira inversão e F na posição fundamental. Não troque de inversão a cada tentativa. Mantenha a mesma escolha por uma sessão inteira para ouvir o efeito da distância entre as vozes.

Em seguida, inclua acordes com sétima, como C7, G7 e Am7. Adicione apenas uma nota por vez e escute a diferença. No teclado, a harmonia fica clara porque você consegue comparar as notas lado a lado. Não avance para acordes complexos enquanto ainda estiver errando a duração dos acordes simples. Domine primeiro quatro tempos estáveis, depois dois tempos, e só então experimente síncopes ou mudanças antecipadas.

Treine também a mão esquerda com fundamentais. Toque dó, sol, lá e fá em oitavas diferentes, sem acelerar. Faça quatro pulsos em cada nota. Depois combine a fundamental com a mão direita. Esse exercício prepara você para acompanhar cantores, porque a mão esquerda passa a sustentar o centro grave enquanto a direita define a qualidade do acorde.

Reserve três sessões semanais para repertório e duas para técnica. Em cada sessão, escolha uma meta mensurável: cinco trocas limpas, quatro ciclos sem pausa, dois minutos em 72 BPM ou oito compassos com a mão esquerda nos tempos 1 e 3. Metas pequenas permitem perceber o avanço e evitam que você confunda dificuldade inicial com falta de capacidade.

Próximo passo: depois de uma semana praticando C–G–Am–F, substitua apenas um acorde por Dm ou Em. Toque C–G–Am–F por quatro ciclos. Depois toque C–G–Am–Em por dois ciclos. Compare a tensão da mão, a distância dos dedos e a estabilidade do pulso antes de escolher a nova sequência.

Resumo

Você já tem um caminho direto para começar a tocar teclado usando cifras. Trabalhe devagar, escute cada acorde e aumente a dificuldade apenas quando o pulso estiver firme. O primeiro objetivo é tocar oito compassos sem parar, não decorar uma lista de 30 acordes.

  • Localize o dó usando o grupo de duas teclas pretas e memorize a sequência das notas brancas.
  • Pratique C, G, Am e F antes de tentar uma música inteira.
  • Treine trocas de dois acordes por dois minutos para corrigir o erro mais comum.
  • Faça o exercício de 10 minutos entre 60 e 72 BPM.
  • Use a mão esquerda para tocar a nota fundamental no tempo 1 ou nos tempos 1 e 3.
  • Toque a mão direita com ataques no tempo 1 antes de acrescentar o tempo 3 ou síncopes.
  • Adicione inversões e acordes com sétima somente depois de dominar o básico.
  • Registre uma falha por sessão e corrija apenas esse ponto no estudo seguinte.

Na próxima sessão, escolha uma música brasileira, simplifique o acompanhamento e toque apenas um trecho de oito compassos. Comece em 60 BPM. Passe para 72 BPM apenas depois de três ciclos sem interrupção. A regularidade desse estudo fará você tocar cifras para teclado com mais segurança e menos pausas.

Plano para hoje: reserve 10 minutos, monte C–G–Am–F, toque quatro tempos por acorde, grave o último minuto e anote a troca que mais atrasou. Esse registro define o exercício da próxima sessão.

Perguntas frequentes

Cifra de teclado é diferente de cifra de piano?

Na prática, não. Teclado e piano usam as mesmas 12 notas por oitava e os mesmos nomes de acordes. A diferença costuma estar no timbre, nos recursos do instrumento e na forma de acompanhamento. Uma cifra de piano pode ser tocada no teclado, desde que você adapte o registro, o ritmo e a divisão entre mão esquerda e mão direita. Comece com a mão direita nos acordes e acrescente a fundamental na mão esquerda quando conseguir tocar quatro compassos sem pausa.

Quais acordes de teclado devo aprender primeiro?

Comece por C, G, Am e F. Esses quatro acordes formam a progressão I–V–vi–IV em dó maior e servem para praticar acompanhamentos em sertanejo, gospel, forró, pagode e MPB. Depois inclua Dm e Em. Pratique a troca entre dois acordes por dois minutos antes de memorizar sequências longas. O controle do pulso em 60 BPM deve vir antes da quantidade de acordes decorados.

Posso tocar teclado apenas lendo cifras?

Pode, especialmente para acompanhar músicas populares. A cifra informa os acordes, mas não mostra todos os detalhes de ritmo, melodia, dinâmica, oitava e duração. Por isso, você precisa ouvir a gravação e entender quando cada acorde muda. Com o tempo, vale estudar leitura de partitura e percepção musical para ampliar suas opções. Para começar hoje, escolha oito compassos, marque quatro pulsos por compasso e toque somente os acordes indicados.

Quanto tempo leva para aprender a tocar cifras no teclado?

Com 10 a 15 minutos de prática diária, você pode formar C, G, Am e F e acompanhar uma progressão simples em poucos dias. A troca limpa entre acordes costuma exigir algumas semanas de repetição, principalmente quando você acrescenta a mão esquerda. O resultado depende do andamento, da coordenação e da frequência do estudo. Pratique em 60 BPM, registre uma gravação de 60 segundos e suba para 72 BPM somente depois de três ciclos sem interrupção.

Por que meus acordes ficam com notas abafadas?

Geralmente, um dedo está encostando em uma tecla vizinha, a mão está muito tensa ou um dedo não está pressionando a tecla até o ponto necessário. Toque as notas do acorde uma por uma e descubra qual não soa. Depois arredonde os dedos, reduza a força e ajuste a posição da mão. Também confira se você está pressionando as três teclas ao mesmo tempo. Faça esse teste em C, com dó, mi e sol, durante 60 segundos antes de voltar à progressão.

Devo usar a mão esquerda ou a mão direita primeiro?

Comece com a mão direita formando os acordes. Ela ajuda você a identificar as notas e ouvir a qualidade maior ou menor. Quando as trocas estiverem estáveis por quatro ciclos, acrescente a mão esquerda tocando apenas a nota fundamental no primeiro tempo de cada compasso. Depois toque a fundamental nos tempos 1 e 3. Só então crie linhas de baixo, oitavas ou inversões.

Qual ritmo devo usar ao tocar cifras para teclado?

Use primeiro um ataque no tempo 1 e sustente o acorde até a mudança. Depois experimente ataques nos tempos 1 e 3. Conte em voz baixa e mantenha o metrônomo entre 60 e 72 BPM. O ritmo exato depende do gênero: sertanejo, forró, gospel, pagode e MPB pedem padrões diferentes. Para começar, pratique oito compassos com quatro tempos por acorde. Se o pulso oscilar, retire a mão esquerda e volte ao ataque único no tempo 1.

Posso aprender cifras teclado sem saber ler partitura?

Sim. As cifras permitem começar pelo acompanhamento e não exigem leitura de pauta. Mesmo assim, você precisa conhecer os nomes das notas e manter o tempo. Estudar partitura depois será útil para melodias, arranjos e detalhes de duração. Começar pelas cifras não impede uma formação musical mais completa. Hoje, localize o dó, monte C, G, Am e F e toque cada acorde por quatro pulsos em 60 BPM.