Guia gratuito · Cantivy

Cifras Sertanejo: Toque os Maiores Sucessos

Encontre cifras sertanejo gratuitas no Cantivy. Acordes, tablaturas e versões simplificadas das músicas sertanejas mais tocadas. Acesse grátis.

cifras sertanejocifras sertanejaacordes sertanejocifras violão sertanejocantivy cifras sertanejotocar sertanejo

Harmonia no sertanejo

O sertanejo universitário e raiz têm uma harmonia relativamente simples, baseada principalmente nas progressões I–IV–V–I e I–V–vi–IV. Essa simplicidade harmônica é, de certa forma, uma vantagem para iniciantes: poucos acordes, muita expressão.

O sertanejo de raiz (Milionário & José Rico, Leandro & Leonardo) usa bastante a tonalidade de Sol maior e Ré maior, com acordes abertos. O universitário moderno (Gusttavo Lima, Jorge & Mateus) transita entre tonalidades e usa mais acordes com sétima e suspensão.

Entender a progressão básica do sertanejo permite tocar centenas de músicas apenas mudando o ritmo e o andamento.

Acordes essenciais

A maioria do repertório sertanejo pode ser tocada com cinco acordes básicos. No tom de Sol maior, a progressão I–IV–V–vi corresponde a G–C–D–Em. Variações com Lá menor (Am) e Si menor (Bm) ampliam o repertório sem exigir muito mais técnica.

Muitas músicas sertanejas usam apenas três acordes (I, IV e V). Dominando G, C e D, você já consegue tocar uma boa parte do repertório clássico.

  • G (Sol maior) — tônica, o "lar" da tonalidade
  • C (Dó maior) — subdominante, sensação de abertura
  • D (Ré maior) — dominante, cria tensão que resolve no G
  • Em (Mi menor) — relativo menor, cria profundidade emocional
  • Am (Lá menor) — usado em progressões com passagem cromática

Batidas e dedilhados sertanejos

A batida mais característica do sertanejo raiz é o "balanço do sertão" — uma combinação de palhetada e dedilhado que cria um ritmo sincopado. No sertanejo universitário, o padrão mais comum é a batida "para baixo, para baixo-cima, para baixo-cima" em compasso 4/4.

Para iniciantes, comece com a batida simples: quatro palhetadas para baixo por compasso. Depois adicione a síncope — a palhetada para cima no "e" do segundo e quarto tempo. Esse ritmo simples já soa sertanejo.

O uso de capotraste (pestana móvel) é muito comum no sertanejo para adaptar o tom de guitarra à voz do cantor. Com o capotraste na 2ª casa, acordes de G-C-D soam como Lá-Ré-Mi, sem precisar reaprender os dedilhados.

Músicas fáceis para começar

As músicas abaixo usam progressões simples e são ótimas para praticar as batidas sertanejas. Todas estão disponíveis em cifras simplificadas nos principais sites de cifras do Brasil.

Comece pela mais lenta e depois progrida para as mais animadas. O objetivo inicial não é perfeição, mas consistência no ritmo e fluidez nas trocas de acorde.

  • Evidências (Chitãozinho & Xororó) — G, C, D, Em
  • Boate Azul (Bruno & Marrone) — G, D, Em, C
  • Amor de Violeiro (João Mineiro & Marciano) — G, C, D
  • Meu Amor é Churrasco (Marcos & Belutti) — G, Am, D, C
  • Não Aprendi Dizer Adeus (Leandro & Leonardo) — G, C, D, Am
  • Por Merecer (Jorge & Mateus) — G, Em, C, D

Pronto para colocar o que aprendeu em prática? O Cantivy tem ferramentas gratuitas e geração de música com IA.

Agora crie sua própria música

Você aprendeu. O próximo passo é criar. O Cantivy compõe músicas originais com IA em minutos.

Criar música com IA →

Você está com o violão na mão e quer tocar sertanejo ainda hoje. Vamos trabalhar com três etapas: formar poucos acordes, manter uma batida de quatro tempos e repetir uma sequência com metrônomo. Eu sou Lucas Mendes, produtor musical, formado online pela Berklee e editor-chefe do Cantivy. Nesta aula, você vai ler cifras sertanejo, entender o momento da troca e transformar letras em acompanhamento.

Você não precisa decorar dezenas de desenhos no primeiro dia. O alvo é trocar entre três ou quatro acordes sem abandonar o pulso. Uma base em sol maior pode servir para estudar sertanejo universitário, arrocha, gospel, forró, pagode e MPB. Pegue um violão de seis cordas, confira a afinação e deixe o metrônomo entre 60 e 72 BPM.

O exercício abaixo dura 15 minutos. Você vai terminar a prática com uma sequência completa, mesmo que ainda toque devagar. Se algum acorde sair abafado, reduza a velocidade, corrija a posição dos dedos e retome o compasso seguinte.

O que você precisa para começar a tocar sertanejo

Comece com um violão afinado, uma cadeira estável e uma posição que deixe os dois ombros soltos. Apoie o corpo do instrumento no tronco. Mantenha o braço do violão levemente inclinado para cima, sem levantar o ombro esquerdo. Se tocar sentado, deixe o pé apoiado no chão e evite prender o instrumento apenas com o antebraço.

Se usar um afinador no celular, o resultado depende do microfone do aparelho, do ruído do ambiente e da distância até o violão. O navegador precisa estar com a página aberta para a ferramenta funcionar. Como referência, a sexta corda solta é o mi grave, próximo de 82,41 Hz, mas esse valor não substitui a leitura do afinador nem representa uma medição de laboratório. Afine em um ambiente com pouco barulho e toque uma corda por vez.

Separe uma cifra simples, um metrônomo e de 10 a 15 minutos sem interrupções. Uma palheta média, entre 0,73 mm e 1,00 mm, dá um ataque definido para batidas de sertanejo. Se preferir os dedos, use o polegar nos baixos e o indicador nas cordas agudas. As ferramentas gratuitas do Cantivy ajudam a organizar esse começo sem tirar o instrumento da sua mão.

Escolha uma tonalidade que não force sua voz. Sol maior, dó maior e ré maior oferecem acordes abertos úteis no violão. Não tente acompanhar a gravação original em velocidade completa. Primeiro, faça cada corda soar. Depois, coloque a batida. Só então aumente o andamento em passos de 4 BPM, como 60, 64, 68 e 72 BPM.

Antes de começar, faça um teste de 30 segundos. Toque a sexta corda, a quinta corda e a primeira corda separadamente. Se o som estiver muito metálico, abafado ou instável, confira a afinação e a posição da mão direita. Esse diagnóstico evita praticar uma sequência inteira com o instrumento fora do ajuste.

Como ler cifras sertanejo sem decorar tudo

As letras indicam os acordes: C é dó, D é ré, E é mi, F é fá, G é sol, A é lá e B é si. Quando aparece um m, o acorde é menor. Assim, Am significa lá menor e Em significa mi menor. Um número ou símbolo depois da letra altera o acorde, como G7, D7, Cadd9 ou Fmaj7. No início, concentre-se nos acordes maiores e menores mais usados.

O acorde escrito sobre uma palavra ou trecho indica o momento da troca. Você não precisa cantar a letra para estudar. Leia apenas a sequência de acordes e conte quatro pulsos em cada um: um, dois, três, quatro. Se a cifra mostrar G no primeiro compasso e D no segundo, mantenha G durante os quatro tempos e troque para D no próximo tempo 1.

Uma progressão como G–D–Em–C usa os graus I–V–vi–IV em sol maior. Ela aparece em vários acompanhamentos populares, mas a sequência, sozinha, não identifica uma música específica. Você pode usar essa progressão para treinar a mão direita, a troca de acordes e o transporte para outras tonalidades.

Para consultar uma posição específica, use o gerador de acordes. Veja o desenho, coloque os dedos lentamente e toque cada corda separada. Se uma corda trastejar, pare e ajuste a ponta do dedo. Deixe os dedos próximos das cordas, em vez de levantar a mão inteira a cada troca.

Leia também os sinais mais comuns. Um X indica que você não deve tocar aquela corda. Um O indica corda solta. Uma barra, como F/C, mostra uma inversão ou um baixo diferente. Você pode deixar esses detalhes para depois. Na primeira semana, priorize o nome do acorde, a duração do compasso e a troca no tempo correto.

O erro mais comum de iniciante é trocar o acorde antes da hora

Quase todo iniciante acelera a troca. A mão esquerda começa a procurar o próximo desenho antes de completar os quatro tempos, e a mão direita perde o pulso. O resultado apresenta uma sequência de acordes, mas não mantém o balanço. O problema costuma estar na contagem, não na falta de talento.

Faça o contrário. Mantenha o acorde atual durante quatro batidas completas, mesmo que você já saiba qual vem depois. Só troque no início do próximo compasso. No começo, um silêncio de meio segundo durante a troca é aceitável. O que você precisa evitar é parar a cada compasso para conferir os dedos.

Outro erro frequente é apertar as cordas com força demais. Pressione apenas o necessário para o som sair limpo. Mantenha o polegar atrás do braço e deixe o punho esquerdo sem dobrar excessivamente. Se a mão cansar em menos de cinco minutos, faça uma pausa de dois minutos e retome com menos pressão.

Treine a troca sem tocar. Forme G, relaxe a mão, forme D, relaxe, e repita 10 vezes. Depois faça D–Em por 10 repetições e Em–C por mais 10. Cronometre 2 minutos. O objetivo é fazer os dedos chegarem juntos, não completar o maior número de trocas.

Na sequência seguinte, acrescente a mão direita em 60 BPM. Faça quatro movimentos para baixo em G, quatro em D, quatro em Em e quatro em C. Se antecipar a troca, não pare. Termine os quatro tempos, respire e corrija no próximo ciclo.

A batida base para acompanhar acordes sertanejo

Vamos usar quatro pulsos por compasso. Conte 1, 2, 3, 4 e faça uma descida leve da mão direita em cada número. Esse padrão permite ouvir a harmonia e acompanhar uma melodia. No sertanejo, o baixo do acorde costuma ganhar destaque no primeiro pulso. Faça a primeira descida com um pouco mais de presença, sem bater nas cordas com violência.

Segure a palheta entre o polegar e a lateral do indicador. Deixe apenas 5 mm a 8 mm da ponta para fora. Faça o movimento a partir do antebraço, com o punho solto. Uma palheta muito exposta pode prender nas cordas. Uma palheta escondida demais pode deixar o ataque fraco.

Quando as quatro descidas estiverem estáveis, conte 1 e 2 e 3 e 4 e. Toque descidas nos números e subidas nos contratempos. Comece com uma subida somente no “e” de 4. Depois acrescente no “e” de 2. A mão deve continuar se movendo, mesmo quando você não encosta nas cordas. Esse movimento contínuo reduz os travamentos.

Uma leitura simples fica assim: para baixo no 1, para baixo no 2, para baixo no 3, para baixo no 4. Na etapa seguinte: para baixo no 1, subida no “e” de 1, para baixo no 2, subida no “e” de 2, para baixo no 3, subida no “e” de 3, para baixo no 4, subida no “e” de 4. Se esse padrão ficar pesado, use somente duas subidas por compasso.

Pratique G–D–Em–C em 60 BPM. Faça dois compassos por acorde. Isso significa oito tempos em G, oito em D, oito em Em e oito em C. Ouça se cada mudança acontece no tempo 1. Depois tente uma guarânia mais espaçada, com baixo no primeiro tempo e uma resposta curta nas cordas agudas. Compare a sensação com acompanhamentos de Chitãozinho & Xororó, Jorge & Mateus e repertório de raiz, sem copiar letras ou cifras completas.

Para estudar a dinâmica, toque o primeiro compasso com volume médio, o segundo mais baixo e o terceiro novamente em volume médio. A batida sertaneja ganha vida quando você diferencia o baixo, as cordas médias e as respostas agudas. Não aumente a força para compensar uma troca mal posicionada.

Exercício de 15 minutos para tocar hoje

Reserve exatamente 15 minutos e use um cronômetro. Nos primeiros 3 minutos, confira a afinação, relaxe os ombros e forme G, D, Em e C sem tocar. Observe se os dedos chegam juntos. Se ainda não conhece esses formatos, troque C por Am e use G–D–Em–Am. Faça 10 trocas lentas entre cada par de acordes.

Do minuto 4 ao 8, toque quatro descidas por acorde em 60 BPM. Faça quatro compassos de G, quatro de D, quatro de Em e quatro de C. Conte em voz alta. Se errar, não volte ao primeiro acorde. Termine o compasso, mantenha o metrônomo e retome a sequência na volta seguinte. Marque com um ponto no papel o compasso em que a mão perdeu o pulso.

Do minuto 9 ao 12, acrescente as subidas nos contratempos. Use pouca força e deixe o braço fazer um movimento regular. Comece com subidas no “e” de 2 e no “e” de 4. Se conseguir completar três voltas sem parar, acrescente as quatro subidas. A mão direita continua em movimento durante os espaços sem ataque.

Nos 3 minutos finais, toque a sequência inteira sem parar. Faça uma volta em 60 BPM. Se o pulso continuar firme, faça outra em 72 BPM. Grave um áudio curto, de 60 a 90 segundos, para verificar se as trocas estão adiantadas ou atrasadas. Escute a gravação depois da prática, não durante cada compasso.

Repita o exercício por 5 dias. Anote o andamento máximo em que você toca sem quebrar o compasso. Registre também quantos acordes saíram abafados em uma volta de 16 compassos. Se 60 BPM ainda estiver difícil, mantenha esse número. O controle do movimento vem antes da velocidade.

No sexto dia, mude a ordem dos acordes para Em–C–G–D. No sétimo, volte a G–D–Em–C e compare a gravação com a do primeiro dia. Você terá dois indicadores práticos: menos interrupções e trocas mais próximas do tempo 1.

Progressões que aparecem nas cifras de sertanejo

A progressão I–V–vi–IV é uma boa porta de entrada. Em sol maior, fica G–D–Em–C. Em dó maior, fica C–G–Am–F. O Fá pode ser difícil por causa da pestana. Substitua temporariamente por Fmaj7, desde que o som combine com a música. Essa troca serve para estudo e não precisa aparecer em todas as versões.

Outra sequência útil é I–IV–V. Em ré maior, você pode tocar D–G–A. Ela aparece em modas de viola, rock nacional, sertanejo tradicional e repertório de igreja. Pratique cada acorde por quatro compassos. Depois reduza para dois compassos e observe se a troca continua no tempo.

Também pratique vi–IV–I–V. Em sol maior, a sequência resulta em Em–C–G–D. Em dó maior, resulta em Am–F–C–G. Ao reconhecer os graus, você consegue transportar o acompanhamento para outra tonalidade sem recomeçar o estudo do zero.

Para transportar G–D–Em–C um tom acima, toque A–E–F#m–D. Para transportar um tom abaixo, toque F–C–Dm–Bb. A segunda opção pode exigir pestana em Bb. Use a primeira para começar se você ainda estiver trabalhando acordes abertos.

Para entender o braço, estude as escalas para violão: domine o braço do instrumento. Você vai perceber por que determinados acordes pertencem à mesma tonalidade. Se o seu instrumento principal for teclado, consulte notas do teclado: aprenda a identificar cada tecla e depois veja cifras para teclado: aprenda a tocar com facilidade. A lógica das letras continua igual, mas a disposição das notas muda.

Como escolher repertório e simplificar sem perder o ritmo

Escolha uma música que tenha de 3 a 5 acordes e um andamento entre 60 e 90 BPM. Sertanejo, pagode, MPB e gospel oferecem repertório suficiente para essa fase. Evite, por enquanto, uma canção com acordes de sétima, inversões e mudanças a cada dois tempos. Você terá mais resultado dominando uma base simples de uma música conhecida.

Procure uma gravação em que bateria, baixo e violão estejam audíveis. Ouça 30 segundos e identifique o pulso principal. Bata o pé nos tempos 1 e 3, depois nos tempos 2 e 4. Em muitos arranjos populares, essa segunda marcação ajuda você a perceber a caixa e a organizar a mão direita.

Uma cifra simplificada pode retirar detalhes da gravação original e manter a harmonia principal. Se a versão tiver F#m, C#7 e outras posições difíceis, transporte tudo para uma tonalidade com acordes abertos. Use cifras simplificadas de músicas fáceis para encontrar ideias de repertório e comparar níveis de dificuldade.

Depois de dominar a sequência, acrescente um detalhe por vez. Toque o baixo separado no primeiro tempo, faça uma pausa curta antes da troca ou alterne entre cordas graves e agudas. Grave cada tentativa por 1 minuto. Se o detalhe fizer você perder o pulso em mais de 2 compassos, retire-o e volte à batida anterior.

Não reproduza letras nem cifras completas de obras protegidas para estudar. Use a análise da progressão, os graus harmônicos, o andamento e uma sequência curta de treino. Para ouvir referências e conhecer artistas, explore o guia de sertanejo.

Como continuar depois da primeira aula

No segundo dia, repita o exercício de 15 minutos e troque a progressão para Em–C–G–D. No terceiro, toque junto com uma gravação em volume baixo, sem tentar copiar cada detalhe. Preste atenção ao bumbo, à caixa e ao baixo. Sua mão direita precisa acompanhar o ritmo da música, não apenas repetir movimentos iguais.

Depois de 7 dias, escolha duas músicas: uma lenta, entre 60 e 72 BPM, e uma moderada, entre 80 e 96 BPM. Anote os acordes, a tonalidade e o andamento. Treine cada uma em blocos de 4 compassos. Só junte os blocos depois de tocar cada trecho 3 vezes sem interromper.

Se a mão cansar, pare por 2 minutos. Dor persistente não faz parte do aprendizado. Se surgir dor no punho, nos dedos ou no ombro, interrompa a prática e procure orientação de um profissional de saúde. Cansaço muscular leve pode diminuir com descanso. Dor aguda ou formigamento pede atenção.

Quando você tocar a progressão sem parar por 3 voltas, comece a transportar. Suba ou desça todos os acordes pela mesma distância e teste outra tonalidade. Compare G–D–Em–C com A–E–F#m–D. Essa prática transforma cifras sertanejo em acompanhamento real. Você deixa de depender de um único desenho e passa a escolher a região que combina com sua voz ou com o cantor.

Para medir o avanço, use três registros: andamento do metrônomo, número de interrupções e quantidade de acordes abafados. Anote os dados no fim de cada sessão. Um exemplo prático: “Dia 1, 60 BPM, 6 interrupções, 8 acordes abafados. Dia 5, 72 BPM, 1 interrupção, 2 acordes abafados”. Esse registro mostra onde o próximo treino deve concentrar atenção.

Resumo

Seu primeiro objetivo é acompanhar uma sequência curta com pulso constante. Não tente vencer a música pela velocidade. Faça o acorde soar, conte os tempos e troque no começo do compasso seguinte. Se errar, termine o compasso antes de corrigir a mão.

Use repertório brasileiro como laboratório. Uma base de sertanejo também desenvolve habilidades para forró, gospel, pagode e MPB. Registre o andamento e repita o treino por 5 dias antes de trocar de exercício. Ao fim da semana, compare uma gravação do primeiro dia com outra do quinto.

Antes de guardar o instrumento, faça este roteiro prático:

  • Afine o violão em um ambiente silencioso e deixe o metrônomo entre 60 e 72 BPM.
  • Pratique G, D, Em e C, ou substitua C por Am se a troca ainda estiver difícil.
  • Conte quatro pulsos por acorde e não antecipe a mudança.
  • Faça 15 minutos divididos entre posições, batida e sequência completa.
  • Toque cada corda separadamente quando um acorde soar abafado.
  • Grave um áudio de 60 a 90 segundos para conferir o pulso e a limpeza.
  • Anote o andamento, as interrupções e os acordes que falharam.

Perguntas frequentes

Quais acordes devo aprender primeiro para tocar sertanejo?

Comece por G, D, Em e C. Eles formam a progressão I–V–vi–IV em sol maior e são úteis em muitos acompanhamentos populares. Se o C ainda estiver difícil, pratique G, D, Em e Am. Depois inclua A, E e Fmaj7. Treine cada troca 10 vezes e faça quatro tempos por acorde. O mais importante é trocar no tempo certo, não acumular desenhos.

Preciso saber ler partitura para usar cifras sertanejo?

Não. A cifra usa letras para representar acordes e já permite começar um acompanhamento. Você precisa reconhecer C, D, E, F, G, A e B, entender o significado do m e observar o momento da troca. A partitura pode entrar depois, caso você queira estudar melodia, leitura rítmica ou arranjos detalhados.

Qual batida devo usar no meu primeiro dia?

Use quatro descidas leves, uma em cada pulso do compasso. Conte 1, 2, 3, 4 e troque o acorde apenas no próximo início. Quando isso ficar estável por 3 voltas seguidas, conte também os contratempos e acrescente subidas pequenas. Comece entre 60 e 72 BPM para manter o braço relaxado e o pulso regular.

Por que meus acordes sertanejo ficam abafados?

Geralmente, um dedo encosta sem querer na corda vizinha, ou a ponta fica longe demais do traste. Forme o acorde devagar e toque cada corda separadamente. Ajuste um dedo por vez. Mantenha as unhas da mão esquerda curtas e evite apertar com força excessiva. Se o problema continuar, confira a regulagem do instrumento com um profissional.

Como saber quando devo trocar o acorde?

Observe a cifra e conte os pulsos do compasso. No exercício inicial, mantenha cada acorde por quatro tempos e troque no próximo número 1. Mesmo que a mão esquerda esteja pronta antes, continue o movimento da mão direita. Essa regra cria estabilidade e evita que você adiante a mudança.

Posso tocar cifras sertaneja em outra tonalidade?

Pode, e isso ajuda a ajustar a música à sua voz. Transporte todos os acordes pela mesma distância. Por exemplo, G–D–Em–C pode subir um tom para A–E–F#m–D. Use um gerador de acordes para conferir as posições e teste a sequência em 60 BPM antes de tocar junto com a gravação. Se a nova tonalidade exigir muitas pestanas, escolha outra região do braço ou simplifique um acorde.

Quanto tempo devo praticar por dia?

Quinze minutos bem contados já criam uma rotina útil no começo. Divida o período entre formar acordes, praticar trocas e tocar uma sequência sem parar. Depois de 5 dias, você pode subir para 20 ou 30 minutos, desde que não haja dor e que o metrônomo continue marcando um pulso controlado. Duas sessões de 15 minutos também funcionam, com pelo menos 2 horas de intervalo.

A mesma aula serve para cifras de violão sertanejo e teclado?

A leitura das letras é a mesma, mas a execução muda. No violão, você forma desenhos e coordena seis cordas. No teclado, toca as notas que compõem cada acorde e pode usar inversões. A lógica de contar compassos, reconhecer progressões e trocar no tempo continua válida nos dois instrumentos. No teclado, comece com acordes de três notas, como G–B–D para G e D–F#–A para D.