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Círculo das quintas

DóSolRéLáMiSiDó♭Fá#Sol♭Ré♭Dó#Lá♭Mi♭Si♭FáLámMimSimFá#mDó#mSol#mLá♭mRé#mMi♭mSi♭mLá#mFámDómSolmRém

Setas giram o círculo; seta para cima escolhe o anel das maiores, para baixo o das menores.

Tonalidade

Dó maior

Armadura de clave
0 sem sustenidos nem bemóis
Relativa menor
Vizinha IV
Vizinha V

Escala

Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si

Os sete acordes Toque num acorde para ouvir.

Toque numa tonalidade: o anel de fora traz as 12 maiores, o de dentro as relativas menores. O painel mostra a armadura de clave, a escala, as vizinhas e os sete acordes da tonalidade, e toca o acorde e a escala.

As 15 tonalidades maiores e suas armaduras

Cada tonalidade maior, a relativa menor com a mesma armadura, o número de acidentes, quais são na ordem em que entram e os sete acordes dos graus I, ii, iii, IV, V, vi e vii°. Calculado pelo mesmo motor do círculo acima.
Maior Relativa menor Acidentes Notas alteradas Acordes (I–vii°)
Dó maior Lá menor 0 — C Dm Em F G Am B°
Sol maior Mi menor 1♯ Fá# G Am Bm C D Em F#°
Ré maior Si menor 2♯ Fá# Dó# D Em F#m G A Bm C#°
Lá maior Fá# menor 3♯ Fá# Dó# Sol# A Bm C#m D E F#m G#°
Mi maior Dó# menor 4♯ Fá# Dó# Sol# Ré# E F#m G#m A B C#m D#°
Si maior Sol# menor 5♯ Fá# Dó# Sol# Ré# Lá# B C#m D#m E F# G#m A#°
Fá# maior Ré# menor 6♯ Fá# Dó# Sol# Ré# Lá# Mi# F# G#m A#m B C# D#m E#°
Dó# maior Lá# menor 7♯ Fá# Dó# Sol# Ré# Lá# Mi# Si# C# D#m E#m F# G# A#m B#°
Fá maior Ré menor 1♭ Si♭ F Gm Am Bb C Dm E°
Si♭ maior Sol menor 2♭ Si♭ Mi♭ Bb Cm Dm Eb F Gm A°
Mi♭ maior Dó menor 3♭ Si♭ Mi♭ Lá♭ Eb Fm Gm Ab Bb Cm D°
Lá♭ maior Fá menor 4♭ Si♭ Mi♭ Lá♭ Ré♭ Ab Bbm Cm Db Eb Fm G°
Ré♭ maior Si♭ menor 5♭ Si♭ Mi♭ Lá♭ Ré♭ Sol♭ Db Ebm Fm Gb Ab Bbm C°
Sol♭ maior Mi♭ menor 6♭ Si♭ Mi♭ Lá♭ Ré♭ Sol♭ Dó♭ Gb Abm Bbm Cb Db Ebm F°
Dó♭ maior Lá♭ menor 7♭ Si♭ Mi♭ Lá♭ Ré♭ Sol♭ Dó♭ Fá♭ Cb Dbm Ebm Fb Gb Abm Bb°

Use o círculo das quintas para enxergar a relação entre tonalidades maiores, tonalidades relativas menores, armaduras de clave, acordes e transposição. Toque em uma tonalidade no widget acima para ver a escala, os acidentes, as tonalidades vizinhas e o campo harmônico. Você também pode ouvir o acorde da tônica e a escala selecionada.

O anel de fora mostra as 12 tonalidades maiores. O anel de dentro mostra as 12 relativas menores. Nas três posições inferiores, a ferramenta exibe as duas escritas possíveis: Si/Dó♭, Fá#/Sol♭ e Ré♭/Dó#. Essas grafias representam a mesma altura em um teclado temperado, mas podem deixar uma cifra ou partitura mais clara em contextos diferentes.

Comece agora por Dó maior. Selecione a posição correspondente, confira os 0 acidentes e toque a escala. Depois, selecione Lá menor e compare as notas. Você verá a mesma armadura, mas outro centro de repouso. A partir daí, use o círculo para estudar repertório brasileiro, transpor uma música que você já conhece, conferir uma cifra ou montar acordes no violão e no teclado.

O som do widget serve para comparação auditiva. A ferramenta reproduz a tônica, a escala e os acordes selecionados, mas não substitui o instrumento: use o som como referência e confira no violão ou no teclado. Nada precisa ser instalado, e nenhum dado seu é enviado para tocar o acorde.

O círculo inteiro numa figura: cada passo no sentido horário sobe uma quinta justa e soma um sustenido, cada passo no anti-horário soma um bemol, e as três posições de baixo têm duas escritas para o mesmo som. Calculado nota a nota pelo motor do círculo: tonalidade com k acidentes = tônica a k quintas de Dó. Figura do Cantivy — livre para reutilizar com link para esta página.
  1. 1
    Escolha uma tonalidade

    Toque em uma posição do anel de fora para selecionar uma tonalidade maior ou no anel de dentro para selecionar a relativa menor. Comece por Dó maior se quiser uma referência sem acidentes.

  2. 2
    Leia a armadura

    Confira quantos sustenidos ou bemóis aparecem e veja a lista na ordem correta. Em Ré maior, procure Fá# e Dó#; em Mi♭ maior, procure Si♭, Mi♭ e Lá♭.

  3. 3
    Compare as vizinhas

    Observe as tonalidades à esquerda e à direita para entender transposições por quinta. Compare Sol maior e Ré maior e identifique o Dó# que aparece na segunda armadura.

  4. 4
    Confira a relativa

    Compare a tonalidade maior com a menor do anel interno, que compartilha a mesma armadura. Toque C e Am para ouvir como o centro de repouso muda sem trocar as notas brancas.

  5. 5
    Estude os acordes

    Use a lista dos sete acordes para tocar o campo harmônico no violão ou no teclado. Separe os graus maiores, menores e diminutos antes de montar uma progressão.

  6. 6
    Ouça a tonalidade

    Acione o acorde da tônica e a escala para confirmar o centro tonal com os ouvidos. Depois, toque a progressão no seu instrumento a 60 ou 72 BPM e observe onde a frase repousa.

  7. 7
    Transponha uma progressão

    Anote os graus da sequência, como I–V–vi–IV, escolha outra posição do círculo e substitua os acordes mantendo os mesmos graus. Em Dó, C–G–Am–F vira G–D–Em–C em Sol.

Como usar o círculo das quintas, passo a passo

Comece escolhendo uma tonalidade no anel de fora. Toque em Dó maior e confira os 0 acidentes. A ferramenta mostra a escala de Dó maior, a relativa Lá menor, as vizinhas Fá maior e Sol maior e os sete acordes diatônicos: C, Dm, Em, F, G, Am e B°.

Faça um teste de 60 segundos. Toque primeiro o acorde C. Em seguida, acione a escala e cante ou toque cada nota em ordem. Por fim, toque C, F e G no instrumento. Você ouvirá a diferença entre o ponto de repouso, a preparação e a tensão dentro da mesma tonalidade.

Depois, compare o resultado com o anel de dentro. Ao selecionar Lá menor, você encontra a mesma armadura de Dó maior, porque as duas tonalidades são relativas. A ferramenta lista os acordes de Lá menor como Am, B°, C, Dm, Em, F e G. Ela também informa o V harmônico: E. Esse detalhe aparece quando o quinto grau recebe a alteração necessária para funcionar como dominante maior.

No violão, deixe o instrumento ao lado do widget e procure as posições dos acordes indicados. Toque apenas a tônica, a terça e a quinta se quiser ouvir a estrutura sem montar uma forma completa. No teclado, toque a escala com a mão direita em 60 BPM e experimente a fundamental dos acordes com a mão esquerda. Assim você transforma a lista em som antes de tentar decorar os nomes.

Se você estiver conferindo uma cifra de sertanejo, forró, gospel, pagode ou MPB, liste os acordes usados e compare com a fatia da tonalidade. Em uma sequência com C, G, Am e F, por exemplo, Dó maior é uma hipótese direta. Confirme tocando C no fim da frase e observando se ele transmite repouso.

Por que as tonalidades estão em quintas: a lógica do sentido horário

O ciclo das quintas recebe esse nome porque cada passo no sentido horário sobe uma quinta justa, ou 7 semitons. Saindo de Dó, você chega a Sol; de Sol, a Ré; de Ré, a Lá. A sequência completa passa por Dó, Sol, Ré, Lá, Mi, Si, Fá#/Sol♭, Ré♭, Lá♭, Mi♭, Si♭ e Fá antes de retornar a Dó.

Essa organização aproxima tonalidades que compartilham várias notas. Dó maior e Sol maior diferem em apenas uma nota da escala: Fá em Dó maior passa a Fá# em Sol maior. Sol maior e Ré maior também diferem em uma nota de armadura: Ré acrescenta Dó#. Esse padrão ajuda a entender por que uma mudança de tom pode soar natural em uma introdução, em um refrão ou no final de uma música.

Por isso, Sol maior tem 1 sustenido, Fá#; Ré maior tem 2, Fá# e Dó#; e Lá maior tem 3, Fá#, Dó# e Sol#. A sequência não é apenas uma lista de nomes. Ela mostra a distância entre os centros tonais e oferece um caminho rápido para transportar uma progressão sem recalcular cada acorde do zero.

No sentido anti-horário, você desce uma quinta justa e acrescenta um bemol. Fá maior tem 1 bemol, Si♭; Si♭ maior tem 2, Si♭ e Mi♭; e Mi♭ maior tem 3, Si♭, Mi♭ e Lá♭. Se uma melodia ficou alta para a sua voz, teste uma tonalidade uma ou duas posições anti-horárias e compare a região em que você canta o refrão.

Faça o exercício agora: toque C e G, depois C e F. A distância entre C e G aparece no sentido horário. A relação entre C e F aparece no sentido anti-horário. Em seguida, toque G, D e A para ouvir uma cadeia de quintas ascendentes.

Armadura de clave: a ordem dos sustenidos e dos bemóis

A armadura de clave reúne os acidentes que aparecem de forma recorrente em uma tonalidade. Ela fica no início da pauta e evita repetir o mesmo sinal em cada nota. Em uma cifra, você costuma encontrar os acidentes nos nomes dos acordes; em uma partitura, a armadura oferece uma pista imediata sobre a escala usada.

A ordem dos sustenidos é Fá, Dó, Sol, Ré, Lá, Mi, Si. Assim, Sol maior tem Fá#; Ré maior tem Fá# e Dó#; Lá maior tem Fá#, Dó# e Sol#; e Mi maior tem Fá#, Dó#, Sol# e Ré#. Fá# maior chega a 6 sustenidos: Fá#, Dó#, Sol#, Ré#, Lá# e Mi#.

A ordem dos bemóis é Si, Mi, Lá, Ré, Sol, Dó, Fá. Ela é a ordem dos sustenidos ao contrário. Fá maior tem Si♭; Si♭ maior tem Si♭ e Mi♭; Mi♭ maior tem Si♭, Mi♭ e Lá♭; e Ré♭ maior tem Si♭, Mi♭, Lá♭, Ré♭ e Sol♭. Dó♭ maior usa os 7 bemóis: Si♭, Mi♭, Lá♭, Ré♭, Sol♭, Dó♭ e Fá♭.

Ao ler uma cifra ou partitura, conte os acidentes antes de procurar os acordes. Sol♭ maior tem 6 bemóis: Si♭, Mi♭, Lá♭, Ré♭, Sol♭ e Dó♭. Dó maior tem 0 acidentes. A armadura reduz a repetição de sinais e dá uma pista sobre o centro tonal, mas não prova sozinha que a música permaneceu em uma única tonalidade.

Para praticar, escolha Ré maior no widget e diga em voz alta os dois acidentes: Fá# e Dó#. Depois escolha Mi♭ maior e recite Si♭, Mi♭ e Lá♭. Esse exercício leva menos de um minuto e fixa a ordem pela audição e pela fala.

A armadura nunca pula uma nota: Ré maior tem os mesmos sustenidos de Sol maior mais o Dó#, e cada tonalidade seguinte acrescenta exatamente um acidente, na ordem Fá, Dó, Sol, Ré, Lá, Mi, Si para os sustenidos e na ordem inversa para os bemóis. Ordem dos sustenidos e dos bemóis derivada do próprio círculo, sem tabela digitada. Figura do Cantivy — livre para reutilizar com link para esta página.

Tonalidades relativas: o anel de dentro do círculo

Cada tonalidade maior possui uma relativa menor com a mesma armadura de clave. Dó maior se relaciona com Lá menor; Sol maior, com Mi menor; Fá maior, com Ré menor. As notas da escala são as mesmas, mas a sensação de repouso muda porque a tônica passa a ser outra.

Você encontra a relativa menor descendo 3 semitons a partir da tônica maior. De Dó, desça para Lá; de Sol, para Mi; de Ré, para Si. Também pode contar seis graus acima dentro da escala maior. Em Dó maior, o sexto grau é Lá, portanto a relativa é Lá menor.

O anel interno permite comparar as duas tonalidades sem fazer contas. Mi♭ maior tem 3 bemóis, Si♭, Mi♭ e Lá♭, e sua relativa é Dó menor, também com 3 bemóis. Os acordes de Mi♭ maior são Eb, Fm, Gm, Ab, Bb, Cm e D°. Os acordes de Dó menor natural são Cm, D°, Eb, Fm, Gm, Ab e Bb.

Em uma tonalidade menor, o quinto grau pode receber alteração para criar uma dominante maior. Em Lá menor, os acordes diatônicos naturais são Am, B°, C, Dm, Em, F e G, mas o V harmônico indicado pela ferramenta é E. Em Sol menor, a sequência natural é Gm, A°, Bb, Cm, Dm, Eb e F, com V harmônico D.

Faça a comparação no instrumento. Toque C e depois Am, mantendo as notas brancas no teclado. No violão, alterne entre os acordes C e Am. As notas disponíveis são próximas, mas o repouso muda. Esse contraste ajuda a reconhecer uma relativa menor em um arranjo de gospel, MPB ou balada sertaneja.

Tonalidades vizinhas: por que Sol maior e Ré maior diferem em uma nota

As tonalidades vizinhas ocupam posições lado a lado no círculo de quintas. Sol maior e Ré maior são vizinhas porque Sol sobe uma quinta até Ré. Sol maior tem 1 sustenido, Fá#; Ré maior tem 2, Fá# e Dó#. A única diferença na armadura é o Dó#.

Essa proximidade explica por que uma música pode passar de uma tonalidade para a outra com pouca preparação. As duas escalas compartilham 6 das 7 notas. Uma melodia em Sol maior já contém grande parte do material de Ré maior. O acorde A, com Dó#, pode funcionar como sinal claro de que Ré passou a ocupar o centro.

No repertório sertanejo, gospel, forró e MPB, relações entre tonalidades próximas aparecem em transições, finais de seção e mudanças de tom para acomodar a voz. Isso não significa que toda passagem entre vizinhas será automática. Você ainda precisa verificar a melodia, o baixo e o acorde que recebe o repouso.

As vizinhas também ajudam a descobrir o tom de uma cifra. Se aparecem muitos acordes de G, C, D, Em e Am, Sol maior é uma hipótese forte. Se aparecem D, G, A, Bm e Em, Ré maior pode ser o centro. Toque D no final da sequência. Se o acorde parecer incompleto, teste G e A e escute qual nota de repouso organiza a frase.

Para praticar em 1 minuto, toque G–C–D–G e depois D–G–A–D. A forma dos graus é semelhante: I–IV–V–I. O material muda de tonalidade, mas a função dos acordes permanece.

Tonalidades vizinhas no círculo compartilham 6 das 7 notas: de Fá maior para Dó maior só o Si♭ vira Si, e de Dó maior para Sol maior só o Fá vira Fá#. É por isso que mudar de tom para a vizinha soa tão natural. Escalas maiores calculadas pelo motor do círculo, colunas alinhadas pela letra da nota. Figura do Cantivy — livre para reutilizar com link para esta página.

Os acordes de cada tonalidade ficam numa fatia do círculo

Cada posição do círculo reúne a tonalidade, a relativa menor e os sete acordes construídos sobre os graus I, ii, iii, IV, V, vi e vii°. Em Dó maior, os acordes são C, Dm, Em, F, G, Am e B°. A letra maiúscula indica tríade maior; o m indica menor; e o ° indica diminuta.

Em Sol maior, os sete acordes são G, Am, Bm, C, D, Em e F#°. Em Ré maior, são D, Em, F#m, G, A, Bm e C#°. No violão, selecione uma dessas tonalidades e teste combinações com as seis cordas. No teclado, toque a fundamental, a terça e a quinta para ouvir cada tríade sem depender de uma posição específica.

O padrão das tríades maiores é I, IV e V. O padrão das menores é ii, iii e vi. O vii° funciona como acorde diminuto. Em Dó maior, isso gera C, F e G como maiores; Dm, Em e Am como menores; e B° como diminuto. Esse desenho aparece em inúmeras canções populares, mas a ordem dos acordes não precisa seguir sempre I–IV–V.

Para tonalidades menores, use a fatia correspondente do anel interno. Em Mi menor, os acordes naturais são Em, F#°, G, Am, Bm, C e D. Em Si menor, são Bm, C#°, D, Em, F#m, G e A. Se a música usa o acorde B em Mi menor, compare com o V harmônico. A terça D# cria a atração mais forte para Em.

O gerador de acordes ajuda a conferir desenhos, inversões e nomes enquanto você monta o campo harmônico. Use-o assim: escolha um acorde da lista, toque a posição sugerida, depois compare a mesma tríade em uma inversão no teclado. Você ouvirá que as notas são as mesmas, mas o baixo muda a sensação do acorde.

Seis dos sete acordes de uma tonalidade maior cabem numa fatia de três posições: a tônica e as duas vizinhas no anel de fora (IV, I, V) e as três relativas logo abaixo (ii, vi, iii). Gire a fatia e você tem o campo harmônico de qualquer tom. Acordes e qualidades calculados a partir dos intervalos de cada tríade, não de uma tabela. Figura do Cantivy — livre para reutilizar com link para esta página.

Enarmonia: Fá# maior ou Sol♭ maior, Ré♭ maior ou Dó# maior

Enarmonia é quando duas escritas representam a mesma altura sonora em um sistema temperado, mas usam nomes diferentes. No círculo, as três posições inferiores mostram essas alternativas. Fá# e Sol♭ ocupam a mesma posição; Ré♭ e Dó# também; Fá# e Sol♭ ficam embaixo, na posição das seis horas; Ré♭ e Dó#, na das sete; Si e Dó♭, na das cinco.

Fá# maior tem 6 sustenidos: Fá#, Dó#, Sol#, Ré#, Lá# e Mi#. Sol♭ maior tem 6 bemóis: Si♭, Mi♭, Lá♭, Ré♭, Sol♭ e Dó♭. A ferramenta exibe os acordes de Fá# maior como F#, G#m, A#m, B, C#, D#m e E#°. Em Sol♭ maior, são Gb, Abm, Bbm, Cb, Db, Ebm e F°.

O E# de Fá# maior soa como Fá no teclado, mas recebe o nome E# porque o sétimo grau precisa continuar sendo algum tipo de Mi. O mesmo raciocínio explica o Cb em Sol♭ maior: ele soa como Si, mas preserva a posição da letra C na escala. Essa grafia importa na leitura e na análise dos graus.

Ré♭ maior tem 5 bemóis: Si♭, Mi♭, Lá♭, Ré♭ e Sol♭. Sua escrita enarmônica é Dó# maior, com 7 sustenidos: Fá#, Dó#, Sol#, Ré#, Lá#, Mi# e Si#. Na prática, Ré♭ maior costuma ser uma leitura mais simples para repertório com bemóis. Dó# maior pode fazer sentido quando a passagem já usa sustenidos ou quando a análise mantém a mesma grafia das tonalidades vizinhas.

Faça o teste no teclado virtual: toque Fá# e Sol♭ na mesma região e compare o som. Depois, observe os nomes na ferramenta. O som coincide, mas a escolha da escrita muda a leitura dos acordes e da escala.

Usos práticos: transpor, descobrir o tom de uma cifra e compor

Para transpor uma música de Sol para Ré, você sobe uma quinta e anda uma casa no sentido horário. A relação entre as tonalidades facilita a troca de tom para uma voz mais grave ou mais aguda. Se a forma original usa G, C e D, pense nos graus I, IV e V. Em Ré maior, as mesmas funções viram D, G e A.

Se você precisa descer a música de Sol para Fá, ande uma casa no sentido anti-horário. G, C e D passam a F, Bb e C. A distância entre os acordes permanece, mas a região muda. Para uma voz que alcança Sol4 com esforço no refrão, a transposição para Fá maior baixa a nota mais alta em 2 semitons, para Fá4. Confira a melodia no seu próprio alcance antes de escolher o tom final.

No violão, o círculo ajuda a escolher uma tonalidade compatível com acordes abertos e com o capotraste. Você pode manter formas conhecidas, colocar o capotraste em uma casa adequada e conferir a tonalidade real no círculo. Se você toca formas de G com capotraste na 2ª casa, o som real é Lá maior. Anote essa diferença para não confundir a forma visual com a tonalidade que chega ao público.

Para entender progressão I–IV–V e progressão ii–V–I, observe que os graus envolvidos se relacionam diretamente dentro da tonalidade. Em Dó maior, I–IV–V é C–F–G. A progressão ii–V–I é Dm–G–C. Toque cada sequência a 72 BPM e deixe dois tempos para cada acorde. Depois, transporte o desenho para Sol maior: G–C–D e Am–D–G.

Para descobrir o tom de uma cifra, liste os acordes usados e compare com os sete acordes da fatia. Depois, cante ou toque o acorde que parece repousar. Uma cifra com A, D, E e F#m sugere Lá maior, mas você ainda precisa confirmar se A funciona como ponto de chegada. O acorde final ajuda, porém a melodia pode apontar para a relativa Fá# menor.

No teclado, o piano virtual permite testar notas e acordes. Quando a decisão for tocar junto com a gravação num tom novo, abra o arquivo que você já tem no Estúdio, para mudar o tom de uma música: subir de Sol maior para Lá maior são 2 semitons, e o círculo diz de antemão quais acordes você vai encontrar lá — A, Bm, C#m, D, E, F#m e G#°.

O círculo também serve para criar progressões e acompanhar estudos de escalas musicais. Escolha uma tônica, combine I, vi, IV e V, e grave uma sequência curta no seu instrumento. Em Dó maior, teste C–Am–F–G; em Sol maior, G–Em–C–D. Você estará mantendo a mesma relação de graus em outra tonalidade.

Ele não escolhe uma composição por você, mas mostra caminhos harmônicos que você pode experimentar. Se você está começando, consulte a teoria musical para iniciantes e volte ao widget para relacionar cada conceito com uma tonalidade concreta. Reserve 5 minutos: 1 minuto para escolher o tom, 2 para tocar a escala, 1 para tocar os acordes e 1 para anotar o que soou mais estável.

Resumo

  • Ande no sentido horário para subir quintas e acrescentar sustenidos; no anti-horário, desça quintas e acrescente bemóis.
  • Use o anel de dentro para encontrar a tonalidade relativa menor e comparar a mesma armadura.
  • Leia os sete acordes na ordem I, ii, iii, IV, V, vi e vii° para montar campos harmônicos.
  • Compare tonalidades vizinhas quando for transpor, escolher acordes para o violão ou conferir o tom de uma cifra.
  • Use a ordem Fá, Dó, Sol, Ré, Lá, Mi, Si para os sustenidos e Si, Mi, Lá, Ré, Sol, Dó, Fá para os bemóis.
  • Toque a tônica, a escala e os acordes no widget antes de levar a ideia para o instrumento.
  • Em uma tonalidade menor, compare o quinto grau natural com o V harmônico, como Em e E em Lá menor.

Exercício final: selecione Dó maior, toque C–F–G–C, encontre Lá menor no anel interno e toque Am–Dm–E–Am. Depois, passe para Sol maior e repita o desenho. Em menos de 3 minutos, você terá praticado tonalidade, relativa, dominante e transposição.

Perguntas frequentes

O que é o círculo das quintas?

O círculo das quintas é um mapa das 12 tonalidades maiores e das 12 tonalidades menores organizadas por quintas justas. Cada passo no sentido horário sobe 7 semitons e acrescenta um sustenido. No sentido anti-horário, desce uma quinta e acrescenta um bemol. A ferramenta também mostra tonalidades relativas, armaduras, vizinhas e relações entre acordes.

Qual é a diferença entre círculo de quintas e ciclo das quintas?

Na prática, os dois nomes indicam a mesma organização harmônica. Círculo de quintas destaca o formato visual da ferramenta; ciclo das quintas destaca o movimento contínuo entre tonalidades. Você pode começar em Dó, andar para Sol, Ré e Lá, ou seguir no sentido contrário por Fá, Si♭ e Mi♭.

Como encontrar a armadura de clave de uma tonalidade?

Selecione a tonalidade no círculo e leia a quantidade de acidentes exibida. Depois, confira a ordem. Os sustenidos seguem Fá, Dó, Sol, Ré, Lá, Mi, Si. Os bemóis seguem Si, Mi, Lá, Ré, Sol, Dó, Fá. Por exemplo, Ré maior tem 2 sustenidos: Fá# e Dó#. Para memorizar, escolha uma tonalidade e escreva a armadura uma vez antes de tocar a escala.

O que são tonalidades relativas?

Tonalidades relativas são uma maior e uma menor que compartilham a mesma armadura de clave. Dó maior e Lá menor não têm acidentes; Sol maior e Mi menor têm 1 sustenido, Fá#. As notas são as mesmas, mas a tônica muda, alterando a sensação de repouso e a função dos acordes. Para encontrar a relativa menor, desça 3 semitons a partir da tônica maior.

Como usar o círculo das quintas no violão?

Escolha uma tonalidade, veja os sete acordes e procure as formas no braço do violão. O círculo ajuda a montar o campo harmônico e a encontrar tonalidades próximas. Para usar capotraste, mantenha formas confortáveis e confira qual tonalidade real está soando. Depois, teste a tônica e a progressão no instrumento. Em Dó maior, comece com C, F, G e Am.

Como descobrir o tom de uma cifra pelos acordes?

Liste os acordes e compare com os campos harmônicos exibidos no círculo. Se a cifra traz G, C, D e Em, Sol maior é uma possibilidade forte. Se traz A, D, E e F#m, Lá maior também é uma hipótese provável. Procure o acorde que transmite repouso ao final de uma frase e confirme tocando a melodia sobre ele. A lista de acordes ajuda, mas a audição confirma o centro tonal.

Por que I–IV–V soa tão estável?

I é a tônica, IV é a subdominante e V é a dominante. Esses graus formam uma relação forte dentro da tonalidade e aparecem como pontos próximos na organização das quintas. Em Dó maior, a progressão usa C, F e G. A tensão do V costuma pedir retorno ao I. Toque C–F–G–C com dois tempos para cada acorde e observe como o último C fecha a frase.

Por que ii–V–I aparece tanto?

A progressão ii–V–I conduz o ouvido por preparação, tensão e resolução. Em Dó maior, os acordes são Dm, G e C. O ii prepara o V, o V cria expectativa e o I oferece repouso. Você pode estudar essa sequência em diferentes fatias do círculo e transportar o mesmo desenho para outras tonalidades. Em Sol maior, ela vira Am–D–G.

Fá# maior e Sol♭ maior são a mesma tonalidade?

Elas são enarmônicas: representam a mesma altura no teclado temperado, mas usam grafias diferentes. Fá# maior tem 6 sustenidos, enquanto Sol♭ maior tem 6 bemóis. A escolha depende do contexto da partitura, dos acordes ao redor e da leitura mais clara para o músico. Fá# maior inclui Mi#; Sol♭ maior inclui Dó♭. Esses nomes preservam a ordem das letras na escala.

O que significa V harmônico em uma tonalidade menor?

É o quinto acorde com a alteração que cria uma dominante maior e aumenta a atração pela tônica. Em Lá menor, a lista diatônica mostra Em no quinto grau, mas o V harmônico indicado é E, com Sol#. Em Mi menor, o V harmônico é B, com Ré#. A ferramenta separa essa informação para você comparar a escala menor natural com a função dominante.

O círculo identifica o tom com precisão?

O círculo organiza relações teóricas; ele não decide sozinho o tom de uma gravação ou cifra. Uma música pode usar acordes emprestados, modulações e uma relativa menor. Por isso a última palavra é do ouvido: toque a tônica que o círculo sugere sobre o final da frase e confirme se a música repousa ali.

Quantas tonalidades existem no círculo das quintas?

São 12 posições, e cada uma guarda uma tonalidade maior e a sua relativa menor: 24 tonalidades que soam diferentes. Contando as escritas enarmônicas das três posições de baixo, a teoria usa 15 tonalidades maiores, de Dó♭ maior, com 7 bemóis, a Dó# maior, com 7 sustenidos. Na prática da cifra brasileira, Ré♭ maior e Si maior aparecem muito mais do que Dó# maior e Dó♭ maior.

Qual é a forma mais rápida de decorar o círculo das quintas?

Decore duas frases e uma regra. A ordem dos sustenidos é Fá, Dó, Sol, Ré, Lá, Mi, Si; a dos bemóis é a mesma lida de trás para a frente. A regra: o último sustenido fica meio tom abaixo da tônica, e o penúltimo bemol é a própria tônica. Com isso, Mi maior tem 4 sustenidos e o último é Ré#, e Lá♭ maior tem 4 bemóis e o penúltimo é Lá♭. Confira no piano virtual tocando a escala.