13 guias gratuitos

Aprenda Música Online

Guias práticos e gratuitos de teoria musical, violão, teclado, cifras e escalas. Do zero ao avançado, no seu ritmo.

IA Musical

Aprenda e componha ao mesmo tempo

Combine os guias gratuitos com o Cantivy para criar músicas reais enquanto aprende. A IA cuida dos arranjos, você foca na criatividade.

Começar a Criar Grátis

Aprender música online grátis fica mais simples quando você sabe qual é o próximo passo. No Cantivy, esta página organiza 12 aulas em uma sequência prática para quem começa no violão ou no teclado. Você não precisa estudar duas horas por dia. Com 20 minutos bem usados, já dá para criar uma rotina consistente e medir o que mudou.

O plano abaixo serve para aulas de música online grátis e para estudo individual. Você vai alternar técnica, repertório, escuta, teoria e revisão. A proposta é tocar desde cedo, sem pular fundamentos e sem transformar cada sessão em uma lista interminável de exercícios. Em cada etapa, você encontrará uma tarefa que pode executar hoje, mesmo que ainda não saiba ler partitura ou trocar acordes com rapidez.

Em quatro semanas, você terá uma base para acompanhar músicas de sertanejo, forró, gospel, pagode e MPB. O ritmo depende da sua regularidade, do instrumento, da coordenação inicial e da dificuldade do repertório. Use as trilhas como mapa. Ajuste o tempo quando sua mão, seu ouvido ou sua leitura pedirem mais calma. Uma prática de 20 minutos, repetida seis dias por semana, soma 120 minutos de contato com o instrumento. Isso já cria material suficiente para comparar gravações e corrigir hábitos.

Antes de começar, escolha um horário fixo, deixe o instrumento acessível e separe um caderno ou arquivo no celular. Registre a data, o exercício, o andamento e uma dificuldade específica. Você não precisa anotar um relatório longo. Uma linha por sessão já mostra se o problema está no ritmo, na troca de acordes, na leitura ou na tensão das mãos.

Um plano de estudo de 20 minutos por dia

Divida os 20 minutos em quatro blocos de 5 minutos. No primeiro, prepare o instrumento, confira a afinação ou a posição do teclado e revise o que você já sabe. No segundo, faça um exercício técnico curto. No terceiro, estude um trecho de música. No quarto, toque sem parar, mesmo que ainda existam erros. Essa divisão evita que você passe a sessão inteira repetindo apenas o começo de uma música.

Nos primeiros sete dias, use 5 minutos para postura e afinação, 5 para coordenação, 5 para dois acordes ou notas e 5 para uma sequência simples. No violão, pratique mudanças entre Em, G, C e D. No teclado, toque C, G, Am e F em posições confortáveis. Mantenha o metrônomo entre 60 e 72 BPM. Aumente apenas quando o movimento sair limpo em três repetições seguidas.

Na primeira sessão, faça um teste simples. Toque cada acorde ou nota por quatro tempos. Depois, grave 30 segundos da sequência. Essa gravação será sua referência. No sétimo dia, grave o mesmo exercício no mesmo andamento. Compare o som, a quantidade de pausas e a tensão da mão. Não avalie apenas a velocidade. Um movimento mais silencioso e regular também representa progresso.

Na segunda semana, reserve 8 minutos para técnica e 12 para repertório. Na terceira, reduza a técnica para 5 minutos e use 15 para tocar uma música por partes. Na quarta, faça 3 minutos de revisão, 5 de técnica e 12 de execução contínua. Registre a data, o andamento e o trecho estudado. Esse registro mostra progresso que a memória costuma esconder.

Se você faltar um dia, retome no dia seguinte sem tentar compensar com uma sessão de duas horas. A compensação costuma aumentar a tensão e reduzir a concentração. Se tiver apenas 10 minutos, faça 3 minutos de revisão, 4 de transições e 3 de execução contínua. Manter o contato com o instrumento é melhor que abandonar a rotina por não conseguir cumprir o plano completo.

Se você está começando pelo violão, siga o guia como tocar violão do zero antes de tentar acordes com pestana. Para qualquer instrumento, pratique devagar e conte os tempos em voz baixa. O objetivo da primeira etapa não é velocidade. É conseguir repetir o mesmo movimento com menos tensão e mais controle.

Para executar hoje, escolha quatro acordes ou cinco notas, coloque o metrônomo em 60 BPM e faça quatro ciclos de quatro tempos. Anote quantas vezes você parou. Amanhã, repita no mesmo andamento. Só aumente 4 BPM se você conseguir completar os quatro ciclos sem perder o pulso.

Trilha do violão: primeiras quatro semanas

Na primeira semana, conheça as seis cordas, ajuste a posição do corpo e aprenda a pressionar uma nota sem encostar nas cordas vizinhas. Da corda mais grossa para a mais fina, a afinação padrão é Mi, Lá, Ré, Sol, Si e Mi. Treine batidas para baixo em quatro tempos, sem se preocupar com uma música completa. Depois, alterne Em e A7 por quatro compassos. O som deve sair claro, mesmo que você precise parar entre uma troca e outra.

Faça o exercício de troca assim: forme Em, toque quatro batidas para baixo, pare por dois segundos, forme A7 e repita. Complete dez ciclos. Depois, reduza a pausa para um segundo. Não aperte as cordas com força maior que a necessária. Pressione, toque e alivie levemente a mão para perceber quanto esforço realmente produz um som limpo.

Na segunda semana, acrescente G, C e D. Faça ciclos de quatro compassos com Em, G, C e D, usando de 60 a 72 BPM. Essa sequência aparece em muitos arranjos populares e ajuda você a sentir a pulsação. Separe 3 minutos para conferir se o polegar está relaxado e se a mão direita não está batendo com força excessiva.

Pratique também a troca isolada entre os acordes que mais travam. Se C para G exige quatro segundos e G para D exige dois, não repita a sequência inteira esperando que o problema desapareça. Faça cinco minutos apenas de C para G. Conte quatro tempos, troque no intervalo e recomece. A transição recebe mais repetições e deixa de se esconder dentro da música.

Na terceira semana, escolha uma música simples de sertanejo, forró ou gospel que use acordes abertos. Estude a introdução, depois o primeiro trecho instrumental e, por último, a transição entre as partes. Não copie letra ou cifra completa de uma obra protegida. Use a análise da progressão e marque no seu caderno apenas a estrutura que você precisa lembrar, como introdução, parte A, refrão e final.

Você pode testar uma progressão I–V–vi–IV em uma tonalidade confortável. Em Sol maior, isso corresponde a G, D, Em e C. Toque cada acorde por quatro tempos em 60 BPM. Em seguida, experimente uma batida de baixo, baixo, cima, cima, baixo, cima apenas se o pulso básico já estiver estável. A progressão serve para o exercício; não substitui a cifra completa da música escolhida.

Na quarta semana, comece a localizar notas nas cordas mais graves. A aula sobre notas no braço do violão ajuda a entender onde estão os nomes e como eles se repetem. Você não precisa decorar todo o braço em quatro semanas. Memorize primeiro as notas naturais nas casas 3, 5 e 7, usando uma nota por dia como revisão. Diga o nome da nota em voz baixa antes de tocá-la.

Ao final desse ciclo, sua meta é trocar quatro ou cinco acordes abertos sem interromper o pulso. A pestana pode esperar. Se aparecer dor aguda, pare, solte a mão e reveja a postura. Desconforto leve por adaptação é diferente de dor persistente. O instrumento deve desafiar sua coordenação, não machucar seus dedos ou punhos.

Execute hoje este teste: escolha Em, G, C e D, coloque o metrônomo em 60 BPM e toque cada acorde por quatro tempos durante cinco minutos. Grave os últimos 60 segundos. Depois, marque no caderno o acorde que causou mais atraso. Esse será o foco da próxima sessão.

Trilha do teclado: primeiras quatro semanas

Na primeira semana, localize os grupos de duas e três teclas pretas. A tecla branca antes do grupo de duas é Dó. A partir dela, encontre Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si. Toque cinco notas com a mão direita, uma por dedo, e mantenha os ombros soltos. Depois, pratique padrões de três notas em movimentos lentos, de 60 a 72 BPM.

Comece com o polegar em Dó, o indicador em Ré, o dedo médio em Mi, o anelar em Fá e o mínimo em Sol. Toque e volte sem levantar os dedos mais que o necessário. Faça cinco repetições subindo e cinco descendo. Se o pulso cair ou o ombro subir, diminua para 50 ou 56 BPM. A velocidade só entra depois que a forma do movimento estiver sob controle.

Na segunda semana, aprenda acordes maiores e menores em posições próximas. Comece com C, G, Am e F, sem exigir que a mão faça grandes saltos. Toque cada acorde por quatro tempos e conte 1, 2, 3, 4. A página sobre cifras para teclado mostra como ler os símbolos usados em tutoriais, bandas e folhas de ensaio.

Para entender o som, compare C maior e A menor. Toque as notas de cada acorde lentamente, depois toque as três juntas. Observe que acordes diferentes podem compartilhar notas. Esse tipo de comparação reduz a decoreba e ajuda você a encontrar posições próximas. Faça o mesmo com G e F. Anote qual troca exige o menor deslocamento da mão.

Na terceira semana, use a mão esquerda para tocar a nota fundamental em tempos longos. A mão direita pode manter o acorde ou tocar uma melodia curta. Em uma balada gospel, por exemplo, deixe o baixo marcar C, G, A e F enquanto a mão direita troca os acordes. Em um acompanhamento de forró, pratique um padrão constante antes de tentar enfeites.

Um exercício de cinco minutos resolve a divisão das mãos. Toque C na mão esquerda por quatro tempos. Na mão direita, toque o acorde de C uma vez no primeiro tempo e deixe soar. Repita com G, Am e F. Depois, faça a mesma sequência em 72 BPM. Se as mãos se desencontrarem, volte para 60 BPM e reduza a quantidade de acordes.

Na quarta semana, escolha uma música com quatro acordes e divida a execução em introdução, parte principal e final. Toque cada seção três vezes. Depois, conecte duas seções sem parar. Se perder uma nota, continue no compasso seguinte. Essa atitude é essencial para acompanhar uma cantora, um grupo de pagode ou uma roda de MPB sem congelar ao primeiro erro.

O teclado permite enxergar a relação entre notas com clareza, mas isso não significa que você precise decorar todas as escalas no começo. Primeiro, reconheça os acordes, mantenha o tempo e escute o baixo. Em seguida, compare o que você tocou com uma gravação de referência e anote uma mudança para testar no dia seguinte. Pode ser tocar a mão esquerda uma oitava abaixo, inverter o acorde ou reduzir o número de notas.

Execute hoje a sequência C, G, Am e F. Toque cada acorde por quatro tempos com a mão direita. Na segunda rodada, acrescente a nota fundamental na mão esquerda. Grave 45 segundos. Se a troca de G para Am atrasar, pratique apenas essa mudança por 3 minutos antes de repetir a sequência completa.

Quando entra a teoria musical

A teoria musical entra desde a primeira semana, mas em pequenas doses. Você já está estudando teoria quando conta tempos, identifica notas, reconhece um acorde maior ou separa uma música em partes. O erro é transformar o início em um curso de definições sem tocar. Aprenda um conceito quando ele resolver um problema que apareceu no instrumento.

Para quem está no zero, comece por pulso, compasso, tom, semitom, escala e acorde. A aula de teoria musical organiza esses fundamentos com exemplos para aplicar no violão e no teclado. Dedique 5 minutos, duas vezes por semana, para ler e depois toque o conceito. Se estudar sem ouvir, a informação perde utilidade.

Use uma regra prática: leia uma definição, toque um exemplo e explique o que ouviu em uma frase. Ao estudar pulso, marque quatro batidas com a mão. Ao estudar semitom, toque duas teclas vizinhas no teclado ou duas casas consecutivas no violão. Ao estudar acorde, toque as notas juntas e depois separadas. Esse ciclo transforma informação em percepção.

Na terceira ou quarta semana, você pode estudar escalas musicais com mais intenção. No teclado, comece pela escala de Dó maior para observar a sequência das teclas brancas. No violão, toque uma escala de uma oitava e diga os nomes das notas. Não tente aprender todas as tonalidades de uma vez. Uma escala bem compreendida vale mais que doze decoradas sem aplicação.

Depois, ligue a teoria ao repertório. Observe se uma música de sertanejo usa uma progressão I–V–vi–IV. Em uma canção de MPB, procure mudanças de tom, acordes menores e dominantes. No forró, perceba como o ritmo mantém a música em movimento. No gospel, escute as inversões e as notas de passagem. Você não precisa transcrever tudo. Basta fazer uma pergunta musical por sessão, como “qual instrumento marca o pulso?” ou “qual acorde cria a sensação de retorno?”.

Para estudar tonalidade hoje, escolha uma progressão de quatro acordes e identifique qual acorde parece dar repouso. Toque a sequência, pare no primeiro acorde e depois pare no terceiro. Compare a sensação. Não precisa acertar o nome da função harmônica imediatamente. O objetivo inicial é ouvir tensão e repouso antes de decorar os termos tônica, subdominante e dominante.

Quando sentir vontade de criar, use a aula de como compor uma música. Comece com uma ideia de quatro compassos, escolha três acordes e grave uma versão simples. Componha sem buscar uma obra perfeita. O exercício desenvolve ouvido, memória, noção de forma e capacidade de tomar decisões.

Uma tarefa executável: escolha C, G e Am no teclado ou Em, G e C no violão. Crie uma sequência de quatro compassos. Toque duas vezes sem mudar nada. Na terceira vez, altere apenas o ritmo do último acorde. Grave as três versões e escreva qual delas parece mais estável. Você acabou de estudar forma, repetição e variação sem transformar a sessão em uma lista de conceitos.

Como usar as ferramentas do Cantivy em cada etapa

Na primeira sessão, abra o afinador online com a página aberta no navegador e permita o uso do microfone quando o aparelho solicitar. Ele depende do microfone do seu celular ou computador, então ambiente, distância e ruído podem alterar a leitura. No violão, confira cada corda com atenção. A referência da sexta corda é Mi, perto de 82,41 Hz, mas a leitura do aparelho não substitui escuta e cuidado.

Para reduzir interferências, coloque o aparelho a uma distância curta do instrumento, feche vídeos e aplicativos que emitam som e afine uma corda por vez. Se a indicação oscilar, toque a corda novamente com menos força e afaste fontes de ruído. Não gire a tarraxa de forma brusca. Faça pequenos ajustes e confira a corda outra vez depois de alguns segundos.

Use o afinador antes de praticar e depois guarde o celular, para não interromper cada exercício. No teclado, ele pode servir para conferir uma nota tocada por outro instrumento ou ajudar você a comparar alturas, mas a rotina principal será feita com as teclas e com a escuta. A ferramenta roda no navegador com a página aberta. Não conte com ela sem conexão ou com a tela fechada.

Durante as duas primeiras semanas, combine as aulas do Cantivy com um caderno de prática. Escreva o andamento, os acordes, as notas e a dificuldade percebida. Na terceira semana, volte às páginas que explicam o fundamento do exercício. Na quarta, use as aulas como consulta rápida enquanto toca uma música. A sequência funciona melhor quando você pratica e retorna ao conteúdo conforme surgem dúvidas.

Um registro útil tem quatro linhas: data, exercício, andamento e próximo ajuste. Por exemplo: “12/04, Em-G-C-D, 60 BPM, atraso na troca de G para C”. No dia seguinte, você não perde tempo escolhendo o que fazer. Começa diretamente pela transição indicada.

Você também pode gravar pequenos trechos no celular para analisar depois. Escute se o tempo acelerou, se uma corda ficou abafada ou se uma troca de acorde atrasou. Não tente corrigir cinco problemas ao mesmo tempo. Escolha um, repita por 5 minutos e faça outra gravação. Essa comparação é mais útil do que tocar por uma hora sem saber o que está procurando.

Faça a análise em três passagens. Na primeira, escute apenas o pulso. Na segunda, procure notas abafadas ou teclas que não soaram. Na terceira, observe se você parou depois de um erro. Escolha somente um ponto para corrigir. Uma gravação de 30 a 60 segundos já basta para encontrar um padrão.

As ferramentas não fazem o estudo no seu lugar. Elas reduzem o atrito entre dúvida e prática. O afinador ajuda a começar com o instrumento ajustado. As aulas organizam conceitos. O caderno mostra o que mudou. A gravação revela o que seu ouvido ainda precisa aprender. Juntos, esses recursos cabem em uma rotina curta e objetiva.

Execute hoje este protocolo: afine o violão, registre o andamento inicial, pratique uma troca por 5 minutos, grave 45 segundos e anote um único ajuste. No teclado, pule a etapa de afinação e use os 5 minutos iniciais para localizar as notas ou montar os acordes. Ao terminar, deixe anotado o primeiro exercício da próxima sessão.

Quanto tempo leva para tocar a primeira música inteira

Com 20 minutos por dia, muitas pessoas conseguem tocar uma música simples inteira entre a terceira e a sexta semana. Isso considera um arranjo com três ou quatro acordes, ritmo regular e poucas mudanças. No teclado, a primeira execução pode sair antes se você usar acordes bloqueados. No violão, as trocas e a resistência dos dedos costumam exigir mais repetição.

Uma música inteira não precisa soar igual à gravação original. Na primeira meta, você precisa manter o pulso, completar as partes e voltar ao próximo compasso quando errar. Uma progressão I–V–vi–IV pode sustentar um acompanhamento básico. Depois, você acrescenta introdução, variação de batida, inversões ou notas de passagem. A ordem evita que os detalhes impeçam a conclusão.

Use este teste na quarta semana: afine ou prepare o instrumento, escolha um andamento entre 60 e 72 BPM e toque do início ao fim sem pausar. Grave o resultado. Se você perder o tempo duas vezes, reduza o andamento. Se as trocas estiverem limpas, aumente 4 BPM no dia seguinte. Só acelere quando conseguir repetir o trecho três vezes com controle.

Divida a música em blocos de 4 ou 8 compassos. Toque o primeiro bloco três vezes. Depois, toque o segundo três vezes. Em seguida, conecte o final do primeiro ao início do segundo. Essa conexão costuma ser mais difícil que cada parte isolada. Reserve pelo menos 5 minutos para ela antes de tentar a música inteira.

No violão, uma canção de sertanejo ou pagode com acordes abertos pode levar de quatro a oito semanas para ficar confortável. No teclado, uma balada gospel ou uma sequência de MPB com acordes simples pode entrar no repertório em três a seis semanas. Uma música com pestanas, síncopes, arpejos ou muitos acordes pode exigir de dois a quatro meses, mesmo com prática diária.

O tempo também depende de você já ter estudado instrumento, do tamanho da música e da qualidade da concentração. Quinze minutos atentos rendem mais que uma hora com notificações e pausas. Escolha uma primeira música possível, celebre a execução completa e só depois aumente a dificuldade. O repertório cresce por camadas, não por saltos.

Se você errar durante a execução, mantenha a contagem e entre no próximo ponto conhecido. Uma apresentação não para a cada erro. Para treinar isso, escolha um trecho de 16 compassos e obrigue-se a continuar até o final. Depois, marque o compasso em que perdeu o controle. A próxima sessão começa dois compassos antes desse ponto.

Faça hoje uma gravação do início ao fim, mesmo que dure apenas 1 minuto. Dê uma nota de 0 a 2 para cada item: pulso, trocas, memória da forma e continuidade. A pontuação não mede talento. Ela indica qual habilidade merece os próximos 20 minutos.

Resumo

  • Estude 20 minutos por dia, divididos entre técnica, repertório e execução contínua.
  • Use 60 a 72 BPM no início e aumente 4 BPM apenas depois de três repetições controladas.
  • No violão, comece com Em, G, C e D antes de estudar pestanas.
  • Pratique as seis cordas, trocas isoladas e batidas para baixo em quatro tempos.
  • No teclado, localize as notas e pratique C, G, Am e F em posições próximas.
  • Separe a mão esquerda para as fundamentais e a mão direita para acordes ou melodias curtas.
  • Use teoria musical para resolver dúvidas práticas sobre ritmo, notas, escalas, tonalidade e acordes.
  • Afine o violão antes da sessão com a página aberta e lembre-se de que a leitura depende do microfone do aparelho.
  • Registre andamento, trecho, quantidade de pausas e dificuldade em uma linha no caderno.
  • Grave trechos de 30 a 60 segundos e corrija um problema por vez.
  • Espere tocar uma música simples inteira entre a terceira e a sexta semana, conforme a rotina.
  • Se sentir dor aguda, formigamento ou desconforto persistente, pare e revise a postura antes de continuar.

Perguntas frequentes

É possível aprender música online grátis sem professor?

Sim. Você consegue construir uma base estudando com aulas organizadas, gravações e uma rotina curta. No começo, priorize postura, afinação, ritmo e repertório simples. Um professor pode corrigir detalhes mais rápido, mas não é obrigatório para iniciar. Grave sua prática, compare o resultado e procure orientação quando uma dor, dúvida técnica ou dificuldade persistente não melhorar. Comece com 20 minutos por dia durante sete dias e avalie o que você consegue repetir sem ajuda.

Qual instrumento é melhor para começar: violão ou teclado?

Depende do tipo de música e da forma como você aprende. O violão é prático para acompanhar sertanejo, forró, pagode e MPB. O teclado mostra as notas com clareza e facilita a visualização de acordes e escalas. Escolha o instrumento que você consegue deixar acessível todos os dias. A frequência pesa mais que a escolha perfeita. Se você ainda está indeciso, faça três sessões de 20 minutos em cada instrumento e observe em qual deles você consegue manter a prática sem interromper.

Quanto tempo devo estudar por dia para evoluir?

Comece com 20 minutos diários. Esse tempo permite aquecer, praticar técnica, estudar um trecho e tocar sem interromper. Se você tiver mais tempo, acrescente sessões de 10 minutos depois de uma pausa, em vez de transformar tudo em uma prática longa e cansativa. A regularidade melhora coordenação e memória com mais consistência que estudos esporádicos. Em uma semana de seis sessões, você acumula 120 minutos de prática; use esse total como referência inicial.

Quando devo começar a estudar teoria musical?

Você pode começar na primeira semana, em doses pequenas. Conte pulsos, reconheça notas e entenda a diferença entre acorde maior e menor enquanto toca. Depois, avance para escalas, tonalidade e progressões. A teoria deve responder a uma situação prática. Se você acabou de aprender uma sequência de acordes, use esse material para entender função harmônica e não apenas para decorar nomes. Reserve 5 minutos, duas vezes por semana, e sempre toque o conceito logo depois da leitura.

O afinador online substitui um afinador físico?

O afinador online é útil para a rotina, mas depende do microfone do celular ou computador e das condições do ambiente. Ruído, distância e qualidade do aparelho podem influenciar a leitura. Use-o com a página aberta no navegador, confira uma corda por vez e desenvolva também a escuta. Em situações de palco ou ensaio barulhento, um equipamento próprio pode ser mais adequado. A referência da sexta corda do violão é Mi, perto de 82,41 Hz, mas essa frequência não transforma o aparelho em instrumento de medição de laboratório.

Devo aprender cifras ou partituras primeiro?

Para acompanhar músicas rapidamente, cifras costumam ser uma entrada prática, principalmente no violão e no teclado. Elas mostram os acordes, mas não explicam sozinhas ritmo, melodia ou dinâmica. Você pode começar com cifras e estudar leitura aos poucos. No teclado, associe cada símbolo às notas do acorde. No violão, associe o símbolo à posição e ao som. Estude uma cifra por vez, toque a progressão em 60 BPM e depois tente acompanhar uma gravação sem copiar letra ou cifra completa.

Como saber se já posso tocar uma música inteira?

Faça um teste em andamento confortável. Toque a música do início ao fim, mantenha o pulso e continue depois de um erro. Se você precisa parar para lembrar cada troca, estude as transições isoladamente. Se consegue completar a forma três vezes, grave uma versão e avalie o tempo. A primeira execução inteira pode ser simples; acabamento vem nas semanas seguintes. Como referência, tente tocar 16 compassos sem parar antes de aumentar o andamento ou acrescentar enfeites.

É normal sentir dor ao aprender violão?

É comum sentir sensibilidade leve nas pontas dos dedos durante a adaptação, especialmente nas primeiras semanas. Dor aguda, formigamento ou desconforto no punho não devem ser ignorados. Pare, descanse e revise postura, força e altura do instrumento. Sessões de 5 minutos podem ajudar na adaptação. Se o sintoma persistir, procure avaliação profissional antes de continuar. Evite insistir por 20 minutos quando a dor alterar seu movimento ou fizer você apertar as cordas com mais força.

Como escolher a primeira música para estudar?

Escolha uma música que você conheça bem e que tenha três ou quatro acordes ou uma melodia curta. Procure andamento moderado e poucas mudanças por compasso. Uma canção simples de sertanejo, uma balada gospel, um baião básico ou uma sequência de MPB pode funcionar. A motivação ajuda, mas a dificuldade precisa caber no seu nível atual. Antes de começar, escute a música uma vez e marque no caderno quantas partes existem: introdução, parte principal, refrão e final.