Guia gratuito · Cantivy

Braço do Violão: Mapa Completo de Notas e Posições

Domine o braço do violão com o mapa de notas do Cantivy. Diagrama interativo com todas as notas em cada casa e corda. Consulte grátis agora.

braço do violão notasmapa braço violãonotas no braçodiagrama violãocantivy braço violãoposições violão

O braço do violão de ponta a ponta

O braço do violão padrão tem entre 19 e 21 casas (trastes), cada uma representando um semitom. Da corda solta até a última casa, cada corda percorre mais de uma oitava e meia. Com 6 cordas, o violão cobre um total de mais de 4 oitavas, tornando-o um dos instrumentos harmônicos mais completos.

Um fato importante: a casa 12 sempre produz a mesma nota da corda solta, só que uma oitava acima. Isso significa que o padrão de notas das casas 1 a 12 se repete identicamente das casas 13 a 24. Conhecer esse princípio reduz pela metade o trabalho de memorização do braço.

Use o <a href="/ferramentas/afinador/">Afinador Online do Cantivy</a> para verificar as notas enquanto explora o braço — tocar e confirmar a nota instantaneamente é a forma mais eficiente de construir o mapa mental do instrumento.

Notas nas 12 primeiras casas

Abaixo estão as notas de cada corda, da solta (casa 0) até a 12ª casa. Note que a casa 12 reproduz a mesma nota da corda solta, uma oitava acima — confirmando o princípio de repetição.

As notas com # (sustenido) podem também ser chamadas com b (bemol) — são enarmônicas. Por exemplo, Fá# e Solb são a mesma nota.

  • Corda 6 (Mi): Mi Fá Fá# Sol Sol# Lá Lá# Si Dó Dó# Ré Ré# Mi
  • Corda 5 (Lá): Lá Lá# Si Dó Dó# Ré Ré# Mi Fá Fá# Sol Sol# Lá
  • Corda 4 (Ré): Ré Ré# Mi Fá Fá# Sol Sol# Lá Lá# Si Dó Dó# Ré
  • Corda 3 (Sol): Sol Sol# Lá Lá# Si Dó Dó# Ré Ré# Mi Fá Fá# Sol
  • Corda 2 (Si): Si Dó Dó# Ré Ré# Mi Fá Fá# Sol Sol# Lá Lá# Si
  • Corda 1 (Mi): Mi Fá Fá# Sol Sol# Lá Lá# Si Dó Dó# Ré Ré# Mi

Padrões de oitavas

Padrões de oitavas são atalhos visuais para encontrar a mesma nota em posições diferentes do braço. O padrão mais útil é: a nota na corda 6 em uma determinada casa aparece duas cordas abaixo (corda 4) e 2 casas acima. Por exemplo, Sol na 3ª casa da corda 6 aparece também na 5ª casa da corda 4.

Outro padrão: a nota na corda 5 aparece na corda 3 com o mesmo deslocamento (+2 casas). E a nota na corda 4 aparece na corda 2 com deslocamento de +3 casas (por causa da afinação especial entre cordas 3 e 2).

Dominar os padrões de oitavas permite que você "veja" o braço inteiro como uma grade de notas relacionadas, facilitando imensamente a improvisação e a composição de melodias.

Memorização com o sistema CAGED

O sistema CAGED é um método poderoso para mapear o braço inteiro do violão. Ele se baseia em 5 formas de acordes abertos (C, A, G, E, D) que, quando conectadas, cobrem o braço completo. Cada forma também revela a posição de uma escala e os padrões de notas ao redor dela.

Para usar o CAGED na memorização de notas: escolha uma nota (ex: Sol) e localize onde ela aparece como raiz em cada uma das 5 formas. Isso fixa a nota em 5 posições diferentes do braço, criando um mapa tridimensional do instrumento.

O sistema CAGED leva tempo para ser dominado, mas é um dos investimentos mais rentáveis para um violonista intermediário. Comece pela forma E (acorde de Mi maior aberto) e seu padrão de escala associado — é a posição mais usada em rock e sertanejo brasileiro.

Pronto para colocar o que aprendeu em prática? O Cantivy tem ferramentas gratuitas e geração de música com IA.

Agora crie sua própria música

Você aprendeu. O próximo passo é criar. O Cantivy compõe músicas originais com IA em minutos.

Criar música com IA &rarr;

Com o violão na mão, você não precisa decorar o braço inteiro hoje. Nesta aula, você vai localizar notas naturais, entender a repetição das seis cordas e praticar um caminho de 15 minutos. O objetivo é encontrar uma nota específica sem depender apenas de desenhos de acordes.

Antes de começar, afine o instrumento. Você pode usar o afinador de violão online com a página aberta no navegador. O microfone do aparelho interfere na leitura. Toque uma corda por vez, fique a até 30 centímetros do aparelho, reduza televisão, ventilador e conversas ao redor e confira a afinação padrão: E, A, D, G, B, E, da sexta para a primeira corda.

Separe hoje 15 minutos, um papel e uma caneta. Anote a data, a corda estudada e o número de acertos. Esse registro mostra quais regiões ainda confundem você.

Como funciona o mapa do braço do violão

O braço é dividido pelos trastes. Cada traste sobe a nota em um semitom, a menor distância entre duas casas consecutivas na afinação cromática ocidental. Se você toca a sexta corda solta, encontra Mi. No primeiro traste, aparece Fá. No segundo, Fá sustenido ou Sol bemol. No terceiro, Sol. A sequência continua sem pular casas.

As cordas soltas formam o ponto de partida do mapa: sexta corda Mi, quinta Lá, quarta Ré, terceira Sol, segunda Si e primeira Mi. A primeira e a sexta têm o mesmo nome, mas ficam em oitavas diferentes. Na afinação padrão, a sexta corda solta vibra perto de 82,41 Hz e a primeira, perto de 329,63 Hz quando Lá está em 440 Hz. O microfone, a construção do violão e a forma de tocar podem alterar a leitura.

CordaNota soltaNota no 12º traste
MiMi
SolSol
SiSi
MiMi

O 12º traste repete o nome da corda solta uma oitava acima. Depois dele, a sequência cromática volta a aparecer. Por isso, comece estudando até o 12º traste. Essa região concentra acordes abertos, pestanas iniciais, riffs de sertanejo e melodias que aparecem em repertórios de forró, gospel e MPB.

Para executar agora, toque a sexta corda solta e diga “Mi”. Toque o 1º, o 2º e o 3º trastes e fale “Fá”, “Fá sustenido” e “Sol”. Repita o procedimento nas outras cinco cordas. Não acelere até conseguir dizer o nome antes do som seguinte.

O braço inteiro na afinação padrão. As notas naturais estão em destaque, e o padrão que elas desenham é o que se decora — não as casas uma a uma. Repare que Mi–Fá e Si–Dó não têm casa entre eles. Posições calculadas a partir da afinação, não de uma tabela fixa. Figura do Cantivy — livre para reutilizar com link para esta página.

Notas naturais e acidentes no braço

Para construir seu primeiro mapa, memorize as sete notas naturais: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si. Entre algumas delas existe uma nota com sustenido ou bemol. No braço, cada casa representa um semitom. A sequência cromática completa fica assim: Dó, Dó sustenido, Ré, Ré sustenido, Mi, Fá, Fá sustenido, Sol, Sol sustenido, Lá, Lá sustenido, Si.

Não existe uma casa separada entre Mi e Fá, nem entre Si e Dó. Essa é uma das primeiras relações que você precisa guardar. Entre Dó e Ré há uma casa intermediária, Dó sustenido. Entre Ré e Mi há Ré sustenido. Entre Fá e Sol há Fá sustenido. Entre Sol e Lá há Sol sustenido. Entre Lá e Si há Lá sustenido.

Na prática, escreva os nomes das notas naturais em um papel e use o instrumento para conferir. Na sexta corda, por exemplo, o 3º traste é Sol, o 5º é Lá, o 7º é Si, o 8º é Dó, o 10º é Ré e o 12º é Mi. Na quinta corda, o 3º traste é Dó, o 5º é Ré, o 7º é Mi, o 8º é Fá, o 10º é Sol e o 12º é Lá. Parta da nota solta e conte semitons.

Um mapa inicial para consultar

Casa6ª corda5ª corda4ª corda3ª corda
0MiSol
2Fá sustenidoSiMi
3SolSi bemol
5Sol
7SiMi
8Si bemolMi bemol

As notas Fá sustenido e Sol bemol ocupam a mesma casa no braço, mas o nome correto depende da tonalidade e da função harmônica. Para o primeiro treino, use os nomes mais fáceis de relacionar à sequência da corda. Em uma música em Sol maior, por exemplo, Fá sustenido aparece como a sétima nota da escala, enquanto Sol bemol seria uma grafia pouco usual nesse contexto.

Hoje, cubra três células da tabela com um papel. Tente responder sem olhar. Depois descubra uma nota na sexta corda e procure a mesma letra em outra corda. Esse procedimento transforma o quadro em uma ferramenta de consulta, não em uma lista para decorar de uma vez.

O erro mais comum de quem começa

O erro mais comum é decorar apenas formas de acordes e ignorar o nome das notas que ficam embaixo dos dedos. Você aprende o desenho de Sol, Dó ou Ré, mas não sabe dizer qual nota está na sexta corda. Quando precisa mudar o tom, criar uma introdução ou achar uma nota para uma melodia, o braço parece recomeçar do zero.

Outro hábito que atrapalha é tentar decorar todas as casas ao mesmo tempo. Você olha para um diagrama cheio de nomes, repete por cinco minutos e confunde corda, casa e nota. O cérebro aprende melhor com uma tarefa pequena. Escolha uma corda por dia, encontre seis notas de referência e só depois avance.

Também evite contar as casas sempre desde a corda solta quando já conhece um ponto próximo. Se você sabe que o 5º traste da sexta corda é Lá, pode contar a partir dele. A sexta corda e a quinta corda criam uma relação útil: para achar a mesma nota na quinta corda, conte cinco casas para trás na quinta corda quando a nota estiver na sexta. Assim, a nota Lá do 5º traste da sexta corda corresponde à quinta corda solta. Entre a quinta e a quarta cordas, e entre a quarta e a terceira, a mesma distância de cinco casas funciona.

A passagem da terceira para a segunda corda é a exceção. Como a afinação entre Sol e Si tem uma terça maior, você conta quatro casas para trás na segunda corda. Da segunda para a primeira, a relação volta a ser de cinco casas. Por exemplo: Sol no 5º traste da quarta corda corresponde a Sol solto na terceira; Sol no 8º traste da segunda corda corresponde a Sol no 3º traste da primeira.

Como corrigir esse erro

  1. Fale o nome da corda antes de tocar.
  2. Diga o número do traste em voz alta.
  3. Responda o nome da nota antes de conferir.
  4. Toque a nota e compare com sua resposta.
  5. Marque um ponto no papel apenas quando acertar sem consulta.

Esse ritual transforma o mapa do violão em uma habilidade visual, motora e auditiva. Não procure velocidade. Faça 10 respostas corretas seguidas em uma corda antes de reduzir o tempo entre elas.

O que fazer no primeiro dia

No primeiro dia, trabalhe somente com as seis cordas soltas e os trastes 3, 5, 7, 8, 10 e 12. Esses pontos são bons marcos porque aparecem em várias cordas e ajudam a enxergar a distância até a oitava. Toque a nota, diga o nome e solte a mão. Depois tente encontrar a mesma nota em outra corda.

Comece pela sexta corda. Encontre Mi solto, Sol no 3º traste, Lá no 5º, Si no 7º, Dó no 8º, Ré no 10º e Mi no 12º. Faça o mesmo na quinta corda: Lá solto, Dó no 3º, Ré no 5º, Mi no 7º, Fá no 8º, Sol no 10º e Lá no 12º.

Na sequência, escolha uma nota que aparece em uma música que você toca. Em uma progressão comum em Sol maior, I–V–vi–IV, os acordes podem ser Sol, Ré, Mi menor e Dó. Procure Sol, Ré, Mi e Dó na sexta e na quinta corda. Você pode usar o gerador de acordes para conferir nomes e formas enquanto relaciona cada acorde à nota da tônica.

Se a sua referência é o teclado, a explicação sobre notas do teclado: aprenda a identificar cada tecla ajuda a comparar a repetição das notas nos dois instrumentos. A lógica dos nomes é a mesma. O que muda é a disposição física e a maneira de alcançar cada altura.

Para executar a sessão, use três blocos de cinco minutos. No primeiro, revise as cordas soltas. No segundo, pratique a sexta e a quinta cordas. No terceiro, procure uma mesma nota em duas posições diferentes. Anote a nota que demorou mais de 10 segundos para aparecer.

Exercício de 15 minutos para localizar notas

Use um cronômetro e faça este exercício por 15 minutos, cinco dias seguidos. Toque sentado, com o violão afinado e sem olhar para a mão direita. O foco é encontrar a nota pedida com a mão esquerda, dizer o nome e tocar uma vez. O exercício não é uma corrida.

  1. Minutos 1 a 3: toque as seis cordas soltas e fale Mi, Lá, Ré, Sol, Si, Mi. Repita em ordem inversa. Faça duas rodadas completas.
  2. Minutos 4 a 7: na sexta corda, encontre Sol, Lá, Si, Dó, Ré e Mi. Faça o mesmo na quinta corda com Dó, Ré, Mi, Fá, Sol e Lá. Dê no máximo 10 segundos para cada resposta.
  3. Minutos 8 a 11: escolha uma nota, como Dó. Encontre-a na sexta, quinta, quarta e terceira cordas até o 12º traste. Depois escolha Fá e repita. Diga também o número da casa.
  4. Minutos 12 a 15: peça a alguém para falar seis nomes de notas, ou escreva seis papéis. Sorteie um por vez e tente localizar cada nota em até 10 segundos. Se estiver sozinho, use um aplicativo de sorteio ou embaralhe os papéis.

Se você errar, não avance fingindo que acertou. Volte para a nota solta daquela corda, conte os semitons e repita. Anote quantas respostas foram corretas. Um primeiro ciclo útil é acertar pelo menos 12 de 18 tentativas sem consultar o mapa. Se fizer menos de 12, mantenha a mesma região por mais dois dias.

Depois de uma semana, aumente o desafio. Escolha a região dos trastes 1 a 5 e encontre as notas sem usar os marcadores do braço. Em seguida, faça o mesmo entre os trastes 5 e 9. O exercício fica mais musical quando você toca as notas em sequência, como uma pequena frase de forró, uma linha de pagode ou uma introdução de música gospel. Use quatro notas, repita o ritmo por quatro compassos e fale os nomes enquanto toca.

Para conferir o progresso no quinto dia, escreva 20 combinações de nota, corda e casa. Exemplos: Dó na 5ª corda, Sol na 3ª, Fá na 1ª e Lá na 6ª. Considere a resposta correta apenas quando você disser o nome e tocar a casa certa sem olhar para a tabela.

Posições violão: encontre a mesma nota em regiões diferentes

Uma mesma nota aparece várias vezes no braço. O Lá, por exemplo, está na quinta corda solta, no 5º traste da sexta corda, no 7º traste da quarta corda, no 2º traste da terceira corda e em outras posições. Essas alternativas permitem tocar uma melodia sem fazer saltos grandes ou sem sair da região confortável da mão.

Para enxergar as posições, use a regra dos cinco trastes entre cordas vizinhas. Ao passar de uma corda mais grossa para a corda mais fina ao lado, a mesma nota costuma aparecer cinco casas antes. O Lá do 5º traste da sexta corda, por exemplo, aparece na quinta corda solta. Se você fizer o caminho inverso, da corda mais fina para a mais grossa, conte cinco casas para frente. Entre a terceira e a segunda cordas, conte quatro casas por causa da afinação Sol–Si. Da segunda para a primeira, volte a contar cinco.

Faça um teste com a nota Sol. Ela está no 3º traste da sexta corda, no 10º traste da quinta, no 5º da quarta, solta na terceira, no 8º da segunda e no 3º da primeira. Toque todas lentamente. Você vai ouvir o mesmo nome em regiões diferentes, com mudanças de oitava e de timbre.

Agora faça o caminho contrário. Toque Sol no 3º traste da primeira corda. Encontre Sol no 8º traste da segunda, Sol no 3º traste da terceira, Sol no 5º da quarta, Sol no 10º da quinta e Sol no 3º da sexta. A sequência passa por casas diferentes, mas mantém a mesma nota nomeada.

Quando quiser aprofundar os desenhos usados para criar frases, consulte o material sobre escalas para violão: domine o braço do instrumento. Primeiro localize as notas naturais. Depois conecte essas notas em escalas maiores, menores e pentatônicas. Para hoje, escolha Sol e toque suas seis posições lentamente, em dois compassos de 4/4.

Como usar as notas em músicas brasileiras

Conhecer as notas do braço muda a forma como você aprende repertório. Em vez de copiar apenas uma posição, você entende onde está a tônica, qual nota inicia a frase e como transportar um desenho para outro tom. Isso ajuda em estilos como sertanejo, forró, gospel, pagode e MPB, que usam riffs, introduções e respostas melódicas curtas.

Em uma música em Ré maior, por exemplo, encontre Ré no 5º traste da quinta corda, no 10º da sexta ou na quarta corda solta. A partir desses pontos, você pode localizar Fá sustenido e Lá, as outras notas do acorde de Ré maior. Não é necessário decorar uma cifra inteira para estudar. Separe uma introdução, identifique duas ou três notas e descubra onde elas aparecem em outra posição.

Se você está começando pelo repertório do sertanejo, pratique mudanças entre Sol, Dó e Ré e procure as notas fundamentais nas cordas mais graves. Para estudar canções sem travar em arranjos complexos, veja também cifras simplificadas de músicas fáceis. Depois, compare o desenho aprendido com a nota que dá nome ao acorde.

Para repertório específico, o guia de cifras sertanejo: toque os maiores sucessos pode servir como ponto de partida. Use as cifras para tocar a música, mas volte ao braço e diga os nomes das notas. Esse passo evita que a prática fique presa à memória dos dedos.

Faça um estudo prático com a progressão I–V–vi–IV em Sol maior: Sol, Ré, Mi menor e Dó. Antes de cada acorde, toque a tônica na quinta ou na sexta corda. Em seguida, monte o acorde. Em quatro compassos, você terá associado a forma do acorde à nota que define seu nome. Repita em Lá maior usando Lá, Mi, Fá sustenido menor e Ré.

Para uma frase de forró ou pagode, escolha apenas cinco notas. Toque Dó, Ré, Mi, Sol e Lá em uma região entre os trastes 3 e 8. Varie o ritmo, não a quantidade de notas. Depois transponha a mesma ideia para Ré, mantendo os intervalos. Assim, você percebe como o conhecimento das notas ajuda a transportar uma frase sem copiar casa por casa.

Como continuar depois de memorizar o mapa

Quando você reconhecer as notas até o 12º traste, passe a trabalhar por regiões. Uma sessão pode ficar entre os trastes 1 e 4. Outra, entre 5 e 8. A terceira, entre 9 e 12. Escolha uma nota-alvo e encontre-a em todas as cordas possíveis dentro daquela região. Esse método desenvolve visão lateral e reduz a dependência dos marcadores.

Inclua exercícios de ouvido. Toque uma nota sem olhar, tente cantar o nome e só depois confira. Você não precisa identificar todas as alturas com precisão de laboratório. Comece distinguindo notas graves e agudas. Depois compare duas notas próximas, como Mi e Fá, separadas por um semitom. O braço passa a se conectar ao ouvido, não apenas ao desenho.

Outra etapa é aplicar o conhecimento a acordes com pestana. Se a tônica da forma de Mi está na sexta corda, o nome dessa nota determina o acorde. Se a tônica da forma de Lá está na quinta corda, o mesmo raciocínio se aplica. Pratique lentamente. Toque apenas a tônica, diga o nome do acorde e só então monte a pestana.

Registre seu progresso em uma folha: data, região estudada, número de acertos e notas que confundiu. Depois de duas semanas, compare os resultados. A meta não é recitar um diagrama inteiro. É encontrar a nota que você precisa quando uma música, uma escala ou uma ideia de arranjo pede.

Na terceira semana, misture as tarefas. Em 15 minutos, passe cinco minutos em notas naturais, cinco em tônicas de acordes e cinco em uma melodia curta. Use 60 a 72 BPM no metrônomo. Toque uma nota por pulso e só aumente 4 BPM quando acertar 16 de 20 respostas. Se a mão tensionar ou o nome da nota atrasar, volte ao andamento anterior.

Uma meta prática para o primeiro mês é localizar as notas naturais nas seis cordas até o 12º traste, com pelo menos 16 acertos em 20 tentativas e sem consultar o papel. Depois disso, acrescente sustenidos e bemóis conforme as tonalidades das músicas que você toca. O estudo fica ligado ao repertório e não a uma coleção de nomes soltos.

Perguntas frequentes

Quantas notas existem no braço do violão?

O sistema cromático tem 12 nomes ou alturas dentro de uma oitava: sete notas naturais e cinco acidentes. No braço, elas se repetem a cada 12 trastes. Um violão com 20 trastes terá repetições dessas notas em oitavas diferentes. Por isso, você não precisa memorizar cada casa como uma informação isolada. Aprenda a sequência e use as cordas soltas como referência. Para começar hoje, memorize as notas naturais da sexta e da quinta cordas até o 12º traste.

Qual é a afinação padrão das seis cordas?

Da sexta para a primeira corda, a afinação padrão é Mi, Lá, Ré, Sol, Si e Mi, escrita E, A, D, G, B e E. Em uma referência de Lá igual a 440 Hz, o Mi grave fica perto de 82,41 Hz e o Mi agudo, perto de 329,63 Hz. O afinador depende do microfone do aparelho, então trate a leitura como orientação. Toque uma corda por vez e reduza ruídos durante a conferência.

Devo decorar todas as notas do braço de uma vez?

Não. Comece pela sexta e pela quinta cordas, usando os trastes 3, 5, 7, 8, 10 e 12 como marcos. Depois avance para as outras cordas. Estudar uma região pequena por sessão reduz confusões e permite testar o conhecimento em acordes e melodias. Quinze minutos por dia, durante cinco dias, costumam render mais do que uma sessão de 75 minutos feita apenas uma vez por semana.

Por que a primeira e a sexta cordas têm o mesmo nome?

As duas cordas são afinadas em Mi, mas a primeira é mais aguda. Na afinação padrão, a sexta corda solta fica perto de 82,41 Hz e a primeira, perto de 329,63 Hz, uma distância de duas oitavas. Essa repetição ajuda a transportar desenhos e localizar melodias. Se você encontrar uma nota na sexta corda, pode procurar a mesma nota na primeira usando a relação entre cordas, lembrando que a região e a oitava serão diferentes.

O que são as casas com bolinhas no braço?

As bolinhas são marcadores visuais. Em muitos violões, aparecem nos trastes 3, 5, 7, 9, 15 e 17, com dois marcadores no 12º. A posição pode variar conforme o instrumento. Elas ajudam você a se orientar, mas não substituem o nome das notas. Use o 12º traste como referência de oitava e confirme sempre a nota pela sequência cromática.

Como encontro a nota Dó no violão?

Na afinação padrão, Dó aparece no 8º traste da sexta corda, no 3º traste da quinta, no 10º da quarta, no 5º da terceira, no 1º da segunda e no 8º da primeira. Comece pela quinta corda, onde Dó está no 3º traste. Diga o nome antes de tocar, depois encontre as outras cinco posições. A mesma nota pode aparecer em oitavas diferentes.

Qual é a diferença entre sustenido e bemol no braço?

Sustenido indica uma nota um semitom acima, enquanto bemol indica uma nota um semitom abaixo. No violão, Fá sustenido e Sol bemol ocupam a mesma casa em uma afinação comum, embora tenham funções diferentes na escrita musical. No início, concentre-se na posição física e nos nomes naturais. Depois estude o contexto que define qual nome usar. Em Sol maior, por exemplo, a nota costuma ser escrita como Fá sustenido, não Sol bemol.

Preciso saber ler partitura para aprender as notas do braço?

Não. Você pode começar usando nomes das notas, números de cordas e números de trastes. A partitura ajuda a relacionar o braço com ritmo, altura e tonalidade, mas não é uma exigência para o primeiro estudo. Aprenda aos poucos a localização das notas na pauta. Isso amplia sua leitura e facilita tocar melodias de MPB, forró e música gospel.

Como saber se encontrei a mesma nota em outra corda?

Use a relação entre cordas e compare o som. Ao passar de uma corda mais grossa para a corda mais fina ao lado, normalmente você encontra a mesma nota cinco casas antes. Por exemplo, Lá no 5º traste da sexta corda corresponde à quinta corda solta. A exceção está entre a terceira e a segunda cordas, que exige quatro casas. Toque as duas posições e observe que elas podem estar em oitavas diferentes, mesmo mantendo o mesmo nome.

Quando devo começar a estudar escalas no braço?

Comece quando você localizar com alguma segurança as notas naturais em pelo menos duas cordas e reconhecer as seis notas soltas. Não precisa esperar decorar o braço inteiro. Uma escala mostra uma seleção organizada de notas, então fica mais clara quando você identifica sua tônica. Pratique primeiro uma escala maior ou pentatônica em uma região curta, entre os trastes 3 e 7, e fale os nomes enquanto toca.