Afinador de viola caipira online grátis

Dez cordas em cinco pares. Cada afinação tem nome próprio e repertório próprio — trocar de afinação é trocar de sotaque. Afine pelo microfone, sem instalar nada — a página faz a leitura no seu próprio aparelho.

Corda:
aguardando microfone
Frequência — Hz
Desvio — cents
Nota alvo

Afinações do viola caipira

São 4 afinações usadas no Brasil. Escolha a que o repertório pede — trocar de afinação muda o que fica fácil e o que fica impossível na mão.

Cebolão em Mi

A mais usada na música caipira e no cururu. Pares soltos formam mi maior.

Frequências das cordas do viola caipira na afinação Cebolão em Mi
Par Nota Científica Frequência
Mi3 E3 164.81 Hz
Si3 B3 246.94 Hz
Mi4 E4 329.63 Hz
Sol#4 G#4 415.30 Hz
Si4 B4 493.88 Hz

Cebolão em Ré

Um tom abaixo do cebolão em mi, mais confortável para vozes graves.

Frequências das cordas do viola caipira na afinação Cebolão em Ré
Par Nota Científica Frequência
Ré3 D3 146.83 Hz
Lá3 A3 220.00 Hz
Ré4 D4 293.66 Hz
Fá#4 F#4 369.99 Hz
Lá4 A4 440.00 Hz

Rio Abaixo

Afinação de sol. Tradicional em moda de viola e cateretê.

Frequências das cordas do viola caipira na afinação Rio Abaixo
Par Nota Científica Frequência
Ré3 D3 146.83 Hz
Sol3 G3 196.00 Hz
Ré4 D4 293.66 Hz
Sol4 G4 392.00 Hz
Si4 B4 493.88 Hz

Natural

Também chamada de afinação em dó. Usada em repertório instrumental.

Frequências das cordas do viola caipira na afinação Natural
Par Nota Científica Frequência
Ré3 D3 146.83 Hz
Sol3 G3 196.00 Hz
Dó4 C4 261.63 Hz
Mi4 E4 329.63 Hz
Lá4 A4 440.00 Hz
Cada corda do viola caipira na afinação Cebolão em Mi, sobre um eixo logarítmico. As linhas tracejadas marcam oitavas: onde duas cordas caem entre as mesmas linhas, elas estão a menos de uma oitava de distância. Temperamento igual, Lá4 = 440 Hz. Figura do Cantivy — livre para reutilizar com link para esta página.
O braço do viola caipira até a 12ª casa na afinação Cebolão em Mi. As notas naturais estão em destaque — é esse padrão que se decora, não cada casa separadamente. Posições calculadas a partir da afinação, não de uma tabela fixa. Figura do Cantivy — livre para reutilizar com link para esta página.

Você está com a viola no colo, o celular aberto e precisa colocar os cinco pares no lugar. O afinador de viola caipira online do Cantivy ajuda a conferir cada curso pelo microfone do aparelho, com a página aberta no navegador. A referência principal é o Cebolão em Mi, usado em repertórios de música caipira, sertanejo e arranjos que aproveitam cordas soltas com bastante ressonância.

Em uma referência comum do Cebolão em Mi, os cursos podem corresponder a B2, E3, G#3, B3 e E4, aproximadamente 123,47 Hz, 164,81 Hz, 207,65 Hz, 246,94 Hz e 329,63 Hz. A ordem e a oitava podem variar conforme o encordoamento, a construção da viola e a tabela escolhida pelo violeiro. Use as frequências da tela como referência de trabalho, não como certificado de medição.

A tela pode indicar que uma corda chegou perto do alvo, mas o ouvido ainda precisa conferir o par. Duas cordas quase iguais produzem uma pulsação entre elas. Uma tarraxa pode voltar alguns cents depois de uma puxada. O microfone pode ouvir o ventilador, a televisão ou o ataque da palheta antes de captar a nota sustentada. Nas seções abaixo, você encontra um procedimento de 5 a 10 minutos para afinar, trocar de configuração e manter o resultado entre um ensaio e outro.

Como afinar a viola caipira pelo microfone em menos de um minuto

Coloque a viola em uma posição estável. Deixe o celular a cerca de 20 a 40 centímetros da boca do instrumento, sem encostar no tampo. Feche vídeos, chamadas e aplicativos que possam disputar o microfone. Reduza televisão, ventilador e conversa. Em uma sala silenciosa, o afinador recebe uma nota mais limpa.

Comece pelo Cebolão em Mi e siga a ordem exibida na tabela. Toque um curso por vez. Abafe os outros quatro pares com a mão direita ou com um pano leve sobre as cordas. Use o dedo ou uma palheta macia. Ataque com força média e espere de 1 a 2 segundos para a nota sustentar antes de girar a tarraxa. Uma palhetada forte pode elevar a leitura no início e levar você a afrouxar uma corda que já estava próxima.

Se a nota estiver abaixo, suba devagar até o centro da indicação. Se passar do ponto, afrouxe um pouco e volte a tensionar. Chegar à nota pelo movimento de subida costuma reduzir a folga na tarraxa. Faça ajustes de aproximadamente um quarto de volta ou menos. Depois de cada correção, toque novamente e aguarde a leitura estabilizar.

Confira as duas cordas do curso separadamente. Só depois toque o par junto. O indicador pode aceitar uma diferença pequena, mas o ouvido revela uma pulsação rápida, parecida com um tremor no som. Ajuste uma das cordas em movimentos mínimos até essa pulsação diminuir. Faça uma última conferência nos cinco pares, porque a mudança de tensão em um curso pode deslocar outro.

Para estudar uma batida entre 60 e 72 BPM, abra também o metrônomo online. Toque quatro batidas por compasso e confira a viola no início e no fim de 5 minutos. O ferramentas do Cantivy reúne esse afinador e outros recursos para deixar o navegador pronto antes do ensaio.

Por que a viola caipira desafina, e o que dá para evitar

A viola desafina por uma combinação de tensão, atrito, temperatura e movimento. Quando você aperta um curso, a ponte, o rastilho, a pestana e a tarraxa recebem uma força nova. A corda também se acomoda nos pontos de contato. Se o encordoamento foi trocado há poucas horas, essa acomodação aparece com mais intensidade.

O ataque da mão conta. Uma palhetada forte faz a nota subir no instante inicial. Um toque lateral desloca a corda e altera a leitura do microfone. A pressão exagerada dos dedos contra a escala também eleva a nota, sobretudo em acordes abertos e desenhos com pestana. Pressione apenas o suficiente para a nota soar sem trastejar. Teste a regulagem com o mesmo toque usado em uma moda de viola, em uma batida de sertanejo ou em um acompanhamento de gospel.

Faça um teste simples hoje. Afine os cinco pares. Toque por 5 minutos em andamento entre 70 e 80 BPM. Pare por 30 segundos e confira novamente. Se a queda aparecer sempre no mesmo curso, observe a tarraxa e os pontos de contato. Se vários cursos caírem juntos, investigue temperatura, assentamento das cordas ou armazenamento.

Guarde a viola longe de janela com sol direto, porta-malas quente, cozinha com vapor e parede úmida. Não deixe o braço pressionado contra a capa nem apoie o instrumento sobre a correia. Depois de transportar a viola, espere de 10 a 20 minutos antes da conferência final. Em uma sala que passou de 18 °C para 28 °C, a afinação pode responder de modo diferente mesmo sem uma falha aparente.

Antes de tocar uma sequência como I–V–vi–IV, use o gerador de acordes para testar os desenhos sem apertar a mão além do necessário. Assim você separa três problemas: corda fora da nota, desenho que força a mão ou pressão excessiva durante a execução.

As afinações da viola caipira e quando trocar de uma para outra

Cada afinação da viola tem uma relação própria entre os cinco pares. O Cebolão em Mi costuma entregar cordas soltas brilhantes e favorece acordes com bastante ressonância. Ele aparece com frequência no repertório caipira e sertanejo, incluindo introduções, ponteios e acompanhamentos em que o bordão permanece soando.

A afinação Rio Abaixo segue outra lógica de acompanhamento. Ela pode exigir adaptação na mão direita e mais controle das cordas soltas para evitar que o acorde fique embolado. As demais opções da tabela também têm usos próprios. Escolha a configuração pelo repertório, pela tessitura da voz e pelo desenho usado na aula ou na cifra. Não escolha apenas porque uma nota parece mais fácil de alcançar.

Antes de mudar, anote a afinação atual em uma folha ou no celular. Registre também a nota de cada curso e a direção do giro de cada tarraxa. Faça a troca um curso por vez. Depois de chegar à nova configuração, toque durante 3 a 5 minutos, confira novamente e só então comece a estudar. Se o encordoamento estiver velho, evite mudanças repetidas entre Cebolão em Mi e Rio Abaixo no mesmo ensaio.

Se você recebeu uma cifra ou uma videoaula, confira a legenda antes de copiar o desenho. Um formato que funciona no Cebolão em Mi pode produzir outro acorde em Rio Abaixo. Para estudar uma sequência de modas, uma canção sertaneja ou uma introdução de MPB, escreva o nome da afinação no topo da página e marque os cursos que permanecem soltos.

As progressões de acordes ajudam a entender a função harmônica, mas não substituem a conferência das cordas soltas. Para treinar a escuta fora do aparelho, veja também o guia de como afinar de ouvido. Comece comparando a tônica e a quinta em intervalos lentos, sem tentar identificar os cinco pares de uma vez.

Cordas, tensão e a diferença que o jogo novo faz

Um jogo novo muda a viola antes mesmo de mudar o seu som. As cordas precisam se acomodar, e os cinco pares podem estabilizar em ritmos diferentes. Por isso, a primeira afinação depois da troca quase nunca é a última. Afine, toque por 5 minutos, puxe cada corda levemente para cima em três pontos da extensão e confira outra vez. Use pouca força. A puxada serve para assentar a corda, não para esticá-la de forma brusca.

Faça a acomodação com a viola apoiada e com os dedos longe das tarraxas. Depois de cada rodada, compare a leitura de antes e depois. Se o mesmo curso cair repetidamente por mais de 3 ou 4 conferências, pare de apertar sem investigar. A tarraxa pode estar escorregando, a corda pode estar mal enrolada ou o ponto de contato pode apresentar atrito.

O calibre altera a sensação da mão e a pressão sobre o instrumento. Um jogo mais pesado pode entregar resposta firme, mas pede mais força nas pestanas e nas mudanças de acorde. Um jogo mais leve pode facilitar bends e ligados, porém reage mais ao ataque e à pressão dos dedos. A escolha depende da escala, da regulagem, da afinação usada e do seu toque. Não misture pares de especificações diferentes sem saber como isso afetará a tensão.

Observe a idade das cordas. Cordas velhas perdem brilho, acumulam suor e podem criar pontos de contato irregulares. Às vezes o afinador indica uma nota próxima, mas o som continua sem definição. Em uma batida constante de sertanejo, em uma levada de pagode adaptada para viola ou em um acompanhamento de forró, essa perda aparece no ataque e na sustentação.

Depois de instalar um jogo novo, confira pestana, rastilho e tarraxas se a afinação continuar escapando por vários dias. Se houver trastejamento, nota que morre em uma casa específica ou diferença persistente entre a corda solta e a mesma corda pressionada, procure um luthier. Não corrija a altura do rastilho ou da pestana com lixa sem medir o problema.

Quando o afinador não estabiliza: ruído, captação e corda velha

Se o indicador fica pulando, reduza o ambiente antes de mexer na tarraxa. Desligue o ventilador, pause a televisão e afaste-se de uma janela voltada para a rua. Aproxime o aparelho da boca da viola, mas deixe de 20 a 40 centímetros para o som não saturar. Toque uma corda por vez e abafe os outros pares. Em locais barulhentos, uma sala menor com cortinas e menos superfícies duras costuma facilitar a leitura.

O microfone do celular ou computador não capta todas as regiões com a mesma facilidade. A corda mais grave pode aparecer com atraso. Uma corda aguda pode ser mascarada pelo ruído do ataque. Toque mais perto da boca, com intensidade média, e espere a nota sustentar por 2 segundos. Se a leitura travar, pare a corda com a palma, aguarde um instante e ataque de novo.

O afinador depende da captação do aparelho e das condições do ambiente. A leitura não deve ser tratada como medição de laboratório. Use três confirmações: indicador próximo da nota, som sustentado sem ruído dominante e par com pouca pulsação quando tocado junto. Se apenas uma dessas condições aparecer, repita o teste antes de girar a tarraxa.

Quando a corda apresenta chiado, som metálico irregular ou uma nota que morre depressa, investigue o instrumento antes de insistir no aplicativo. Pode haver sujeira nos pontos de contato, desgaste no rastilho, problema de assentamento ou corda velha. Compare a corda solta com a mesma corda pressionada na 5ª, 7ª e 12ª casas, se a escala permitir. Se a diferença persistir ou surgir uma oscilação forte, procure um luthier.

Para conferir a afinação de uma viola em conjunto com um violão de seis cordas, abra o afinador de violão, mas mantenha a referência correta de cada instrumento. A viola caipira tem cinco pares e não deve ser ajustada como se tivesse as seis cordas simples de um violão padrão.

Como manter a afinação entre um ensaio e outro

Ao terminar, não guarde a viola imediatamente depois de uma execução intensa. Abafe as cordas, espere de 3 a 5 minutos e faça uma conferência rápida. Se você afinou para Cebolão em Mi, registre a configuração usada e evite girar as tarraxas por hábito. Ao trocar para Rio Abaixo ou para outra afinação, faça a mudança com calma e retorne à afinação anterior apenas quando o repertório pedir.

Use uma capa que proteja contra poeira e variações bruscas, sem deixar o instrumento prensado. Não apoie objetos sobre o braço. Limpe o suor das cordas e das partes metálicas com um pano seco e macio depois de tocar. Não aplique produto doméstico no tampo, no cavalete ou na escala. Se a viola ficar 2 ou 3 dias parada, confira a afinação antes de tocar e depois de 5 minutos de aquecimento.

Crie um ritual de 6 etapas para o ensaio. Primeiro, reduza o ruído. Segundo, confira os cinco pares separadamente. Terceiro, toque os pares juntos. Quarto, execute a levada principal em andamento confortável. Quinto, verifique os acordes que pressionam mais a mão. Sexto, faça uma última checagem antes de gravar ou tocar com outras pessoas.

Se o grupo estiver trabalhando uma entrada de samba, um arranjo de forró ou uma canção gospel, use o samba e os outros materiais do Cantivy como apoio de referência rítmica. Para uma batida de pagode, comece entre 72 e 88 BPM. Para um estudo de ponteio sertanejo, comece entre 56 e 68 BPM. A afinação funciona melhor quando a mão, o ouvido e o microfone avaliam a mesma situação de toque.

Checklist de 5 minutos para usar hoje

  1. Minuto 1: abra a página no navegador, permita o microfone e afaste o celular de 20 a 40 centímetros da boca da viola.
  2. Minuto 2: abafe quatro pares e toque o primeiro curso com força média. Espere 2 segundos antes de ajustar.
  3. Minutos 3 e 4: repita o procedimento nos outros quatro cursos. Chegue às notas por baixo e faça movimentos pequenos nas tarraxas.
  4. Minuto 5: toque cada par junto, escute a pulsação e confira novamente o curso que mais caiu.

Se a leitura continuar instável, não aumente a força do ataque. Troque o local, desligue fontes de ruído e teste outra distância do aparelho. Se uma corda continuar com som irregular, compare a corda solta com a mesma corda em uma casa mais alta e registre o resultado antes de procurar manutenção.

Resumo

  • Abra a página no navegador, permita o microfone e reduza ventilador, televisão, conversa e trânsito.
  • Use 20 a 40 centímetros como ponto inicial entre o aparelho e a boca da viola.
  • No Cebolão em Mi, confira cada corda separadamente e depois escute os cinco pares juntos.
  • Toque com força média e espere de 1 a 2 segundos antes de corrigir a tarraxa.
  • Chegue à nota por baixo. Se passar, afrouxe um pouco e volte a tensionar devagar.
  • Escolha a afinação pelo repertório e anote a configuração antes de trocar.
  • Depois de trocar o jogo, afine, toque por 5 minutos, puxe levemente as cordas e confira de novo.
  • Se a leitura oscilar, teste ambiente, distância, ataque, corda velha e pontos de contato antes de suspeitar do aplicativo.
  • Procure um luthier quando a mesma corda escapar por vários dias, apresentar som irregular ou mudar muito entre a corda solta e uma casa pressionada.

Perguntas frequentes

Qual é a afinação principal da viola caipira nesta página?

A referência principal é o Cebolão em Mi, usado com cinco pares de cordas. Em uma disposição comum, os cursos correspondem a B2, E3, G#3, B3 e E4, aproximadamente 123,47 Hz, 164,81 Hz, 207,65 Hz, 246,94 Hz e 329,63 Hz. A ordem e a oitava podem variar conforme o encordoamento e a viola. Confira a tabela da ferramenta antes de tocar, pois a leitura depende do microfone do aparelho e da condição das cordas.

Posso afinar a viola caipira pelo celular?

Sim. Abra o afinador no navegador, permita o acesso ao microfone e toque um par por vez. Deixe o celular a cerca de 20 a 40 centímetros da boca do instrumento. Reduza televisão, ventilador e conversas. O resultado depende da captação do aparelho, então confirme a leitura tocando o curso novamente e escute as duas cordas juntas.

O que significa afinação cebolão?

Afinação cebolão é o nome dado a configurações tradicionais da viola caipira que usam cinco pares de cordas e favorecem determinados acordes abertos. O Cebolão em Mi é uma das formas mais conhecidas. O nome não indica apenas as notas. Ele também aponta para uma maneira específica de acompanhar, distribuir os bordões e organizar o repertório.

Qual é a diferença entre Cebolão em Mi e Rio Abaixo?

A diferença está na relação entre os cinco pares, na tensão e nos desenhos que a mão encontra. O Cebolão em Mi costuma favorecer uma resposta aberta e brilhante. A afinação Rio Abaixo tem outra disposição sonora e pede adaptação dos acordes, das levadas e do controle das cordas soltas. Sempre confira a afinação indicada pela cifra ou pela aula antes de copiar um desenho.

Por que a viola caipira desafina logo depois de trocar as cordas?

Cordas novas ainda estão se acomodando na tarraxa, no cavalete e nos pontos de contato. Os pares também podem estabilizar em ritmos diferentes. Afine, toque por 5 minutos, puxe levemente as cordas em três pontos da extensão e confira outra vez. Se o problema continuar por vários dias, examine a forma como a corda foi enrolada, a regulagem e as tarraxas.

O que fazer quando o afinador fica pulando?

Comece reduzindo o ruído e abafando os outros pares. Toque com força média e espere a nota sustentar por 2 segundos. Aproxime o aparelho da boca da viola sem encostar e sem saturar o microfone. Se ainda houver instabilidade, compare a corda solta com a mesma corda pressionada na 5ª, 7ª e 12ª casas, quando a escala permitir. Corda velha, desgaste no rastilho ou atrito na pestana também podem causar leituras inconsistentes.

Devo afinar as duas cordas do par ao mesmo tempo?

Não. Primeiro confira cada corda separadamente para descobrir qual está fora. Depois toque as duas juntas e escute a pulsação entre elas. Se houver uma ondulação rápida no som, o par ainda está desalinhado. Ajuste uma corda em movimentos pequenos, espere 1 ou 2 segundos e faça uma nova leitura.

A temperatura pode alterar a afinação da viola?

Pode. Mudanças de temperatura e umidade afetam a madeira, as cordas e os pontos de contato. Evite sol direto, porta-malas quente e locais úmidos. Depois de transportar a viola, espere de 10 a 20 minutos antes da conferência final. Em ensaios longos, faça uma checagem no começo e outra após 5 minutos de aquecimento.

Quando devo trocar as cordas da viola caipira?

Troque quando o som perder brilho, a afinação ficar difícil de estabilizar, surgirem pontos ásperos ou a corda começar a morrer rapidamente. A frequência depende do uso, do suor das mãos e do repertório. Se você toca de 3 a 5 vezes por semana, acompanhe a resposta do instrumento a cada ensaio. Não espere apenas a corda romper para avaliar o encordoamento.

O afinador substitui a conferência pelo ouvido?

Não. Use o aplicativo para localizar a nota e o ouvido para conferir a relação entre as duas cordas de cada curso. Toque as cordas separadamente, observe a indicação e depois toque o par junto. Uma pulsação rápida mostra que ainda existe diferença entre elas, mesmo quando o indicador parece próximo do centro.

Posso trocar entre afinações várias vezes no mesmo ensaio?

Pode, mas faça isso com critério. Anote a configuração inicial, mude um curso por vez e confira os cinco pares após 3 a 5 minutos de execução. Muitas alterações seguidas aumentam o tempo de acomodação das cordas e dificultam perceber se uma tarraxa está escorregando. Se você alterna entre Cebolão em Mi e Rio Abaixo com frequência, mantenha um registro das notas e do encordoamento usados.