Progressão I–vi–ii–V: acordes em todos os tons

Em C, a progressão I–vi–ii–V é C – Am – Dm – G. Abaixo, a mesma sequência transposta para os doze tons que mais aparecem no violão e no teclado, e o que muda quando você troca de tom.

I C
vi Am
ii Dm
V G
Cada grau se afasta do repouso em uma medida diferente, e é esse desenho — não os acordes em si — que faz a roda soar como soa. Em C, o V é o ponto mais alto: é dele que a frase precisa voltar. Função harmônica no campo maior. As alturas são fixas por grau, não estimadas. Figura do Cantivy — livre para reutilizar com link para esta página.

A progressão I–vi–ii–V em cada tom

Escolha o tom pela voz de quem canta, não pela facilidade da mão. Se o refrão estoura no agudo, desça um tom e refaça a leitura.

Tom IviiiV
C CAmDmG
G GEmAmD
D DBmEmA
A AF#mBmE
E EC#mF#mB
F FDmGmC
Bb BbGmCmF
Eb EbCmFmBb
Am CAmDmG
Em GEmAmD
Dm FDmGmC
Bm DBmEmA

Monte cada posição no gerador de acordes, confira a afinação no afinador online e marque o andamento no metrônomo antes de tocar a roda inteira.

Músicas associadas à progressão I–vi–ii–V

Uma progressão harmônica não pertence a ninguém — é a sequência de graus, não a obra. Por isso listamos apenas quais músicas são comumente citadas com esta roda, sem reproduzir letra nem cifra completa.

  • Águas de Março Tom Jobim movimento por quintas em boa parte da harmonia
  • Carinhoso Pixinguinha referência de rotação harmônica no choro

A roda aparece com mais frequência em Sambas Autênticos, Bossa Nova e Músicas de MPB Originais .

A progressão I vi ii V círculo de quintas cria um ciclo de quatro acordes com direção clara. Em C maior, você toca C, Am, Dm e G. O C estabelece o centro tonal. O Am escurece a cor sem abandonar o campo harmônico. O Dm prepara o dominante. O G concentra a tensão e pede o retorno ao C.

Essa sequência não depende de tocar rápido. Ela funciona por causa da condução das vozes, do movimento do baixo e do ponto exato em que cada acorde entra. Um acorde por compasso, em 4/4 e a 60 BPM, já revela a lógica. Uma levada sincopada a 92 BPM muda o corpo da mesma harmonia sem alterar os quatro graus.

Você encontra esse tipo de movimento em samba, choro, pagode, MPB, gospel, sertanejo e baladas. A escrita I–vi–ii–V indica uma tonalidade maior: I e V são maiores, enquanto vi e ii são menores. A forma i–vi–ii–v pode aparecer em anotações informais, mas deixa a qualidade dos acordes ambígua. Neste guia, você vai estudar a sequência com acordes concretos, compassos definidos, voicings próximos e variações de ritmo.

Antes de testar outros caminhos, consulte todas as progressões para comparar ciclos com funções diferentes. Para transportar a sequência pelos 12 tons, use o gerador de acordes. O afinador e o áudio do seu aparelho dependem do microfone, do ambiente e do volume da execução. O foco aqui é fazer a roda ficar estável, audível e útil no acompanhamento.

Como a progressão I–vi–ii–V soa e por que funciona

A progressão começa no grau I, passa pelo vi, chega ao ii e termina no V. Em C maior, a sequência fica C, Am, Dm e G. O primeiro acorde apresenta uma casa. O segundo conserva notas do campo harmônico, mas troca o repouso maior por uma cor menor. O terceiro prepara a chegada. O quarto cria a tensão mais evidente e aponta para o primeiro acorde.

O movimento completo se relaciona ao círculo de quintas, mas há uma diferença que ajuda a estudar com mais precisão. O trecho vi–ii–V–I segue uma cadeia de fundamentais descendentes por quinta: A para D, D para G e G para C. A passagem I–vi conecta C a Am por relação de terça, não por quinta direta. Por isso, a progressão I–vi–ii–V combina uma abertura tonal com o trecho clássico de preparação e resolução.

Em C, você pode visualizar as notas dos acordes assim:

  • C: C, E e G.
  • Am: A, C e E.
  • Dm: D, F e A.
  • G: G, B e D.

Repare nas notas compartilhadas. C e Am têm C e E. Am e Dm têm A. Dm e G têm D. G e C têm G. Essas conexões reduzem a distância entre as vozes e ajudam o ciclo a repetir sem parecer uma sequência de blocos soltos. No teclado, mantenha notas comuns quando o voicing permitir. No violão, escolha formas próximas antes de buscar acordes abertos muito distantes.

Quando G volta para C, o ouvido reconhece a resolução. Depois, o C pode iniciar outro ciclo imediatamente. Essa dupla função dá à roda um movimento contínuo. Em uma roda de samba, o retorno sustenta a dança e libera espaço para cavaquinho, violão de sete cordas, surdo, pandeiro e voz. Em um choro, a mesma direção pode receber linhas de passagem, bordaduras e contracantos mais ativos.

Compare o ciclo com a progressão ii–V–I. Em C, ela usa Dm, G e C. A I–vi–ii–V acrescenta o C e o Am antes dessa resolução. Você ganha um compasso de preparação inicial e uma cor relativa menor. Para ouvir a diferença hoje, toque quatro ciclos de Dm–G–C e depois quatro ciclos de C–Am–Dm–G, mantendo 66 BPM.

A função de cada grau dentro da frase

O grau I funciona como referência tonal. Em C, o acorde C informa ao ouvido onde a música pode repousar. Toque-o com ataque firme no primeiro tempo, mas evite alongar todas as cordas com a mesma intensidade. No violão, experimente um voicing como C com as notas distribuídas do grave ao agudo e deixe a voz ocupar a região acima de 200 Hz, se houver gravação. O objetivo é estabelecer a casa sem cobrir a melodia.

O grau vi é o relativo menor da tônica. Am compartilha C e E com C, mas coloca A no baixo e muda a sensação. Esse acorde costuma funcionar bem para reduzir a dinâmica. Toque o C com nível 7 de uma escala de 1 a 10 e o Am com nível 5. A diferença precisa ser audível, mas não deve quebrar o pulso. Em uma balada sertaneja, esse ponto pode receber um arpejo mais espaçado. Em uma canção gospel, pode sustentar uma nota longa da voz.

O grau ii tem função predominante. Dm conduz para G porque o movimento D–G prepara a chegada ao dominante. Não trate o ii como um novo repouso. Segure a duração, mas mantenha a frase em movimento. No piano, use Dm7 com F no topo e depois G7 com F ou B no topo, conforme a melodia. No violão, teste Dm7 e G7 com duas notas em comum ou com a menor distância possível entre as vozes.

O grau V concentra a tensão. Em C, G ou G7 apresenta B, a sensível de C, e essa nota tende a subir para C. Se você toca G7 e resolve para C, experimente manter F descendo para E. Esse pequeno movimento interno torna a resolução mais nítida do que apenas trocar uma forma inteira de acorde. Se a melodia já usa B ou F, escolha uma inversão que não crie choque prolongado.

Pense em quatro gestos: apresentar, escurecer, preparar e resolver. Esse mapa orienta a dinâmica, a duração e o registro. Se a voz canta forte no G, reduza a força da mão direita para não disputar espaço. Se a voz está baixa, deixe o dominante ganhar ataque e sustente a chegada ao C por pelo menos dois tempos.

Na prática do samba, o baixo pode reforçar A–D–G–C enquanto o acompanhamento cria síncopes. A harmonia indica o destino. A levada define quando o corpo sente cada passo. Para testar essa relação, toque apenas as fundamentais com o polegar por dois ciclos. Depois acrescente acordes nos contratempos, sem mudar a linha grave.

Onde a roda cai no compasso

Comece com um acorde por compasso, em 4/4. Toque C no compasso 1, Am no compasso 2, Dm no compasso 3 e G no compasso 4. Conte “1, 2, 3, 4” antes de cada troca. Use o metrônomo entre 60 e 72 BPM. A 60 BPM, cada ciclo dura 16 segundos. A 72 BPM, dura aproximadamente 13,3 segundos. Essa faixa deixa tempo para conferir a troca sem transformar o exercício em teste de velocidade.

Faça 10 ciclos sem interromper. Se errar no segundo compasso, continue com o acorde previsto para o terceiro. No fim, anote quantas trocas saíram antes ou depois do tempo 1. Um erro que acontece quatro vezes no mesmo ponto pede um exercício isolado de dois compassos, não mais velocidade.

Depois, antecipe a entrada do acorde seguinte. Mantenha o baixo do novo acorde no tempo 1 e ataque a forma da mão direita no “e” do quarto tempo anterior. Conte “1, 2, 3, 4 e” e faça a preparação no último “e”. Comece a 54 BPM, com apenas um ciclo de quatro compassos. Suba para 66 BPM quando a antecipação não deslocar o pulso.

Outra divisão coloca dois acordes no mesmo compasso. Toque C nos tempos 1 e 2, Am nos tempos 3 e 4, depois Dm nos tempos 1 e 2 e G nos tempos 3 e 4. O ciclo completo passa a ocupar dois compassos, em vez de quatro. A função permanece, mas a frase fica mais ativa. Se a mão esquerda tensionar ou o baixo perder clareza, retorne ao acorde por compasso.

Em samba e choro, a troca pode cair no segundo tempo, no contratempo do quarto tempo ou imediatamente antes do tempo 1. O lugar depende da melodia, do desenho do baixo e da convenção do arranjo. Ao ouvir “Carinhoso” ou “Chega de Saudade”, não tente copiar uma cifra inteira. Marque com a mão apenas o pulso e faça um risco no papel quando perceber a mudança harmônica. Em 60 segundos, você terá um mapa de entradas sem reproduzir a obra.

O metrônomo online ajuda a comparar essas posições. Primeiro deixe o clique marcar os quatro tempos. Depois sinta o clique nos tempos 2 e 4, uma referência útil para samba e pagode. Se o metrônomo do navegador parar ou o áudio falhar, confira o volume e a aba aberta. A ferramenta depende da reprodução no navegador; ela não substitui a contagem do seu corpo.

Levadas que mudam o caráter sem mudar os acordes

Use a mesma sequência para testar quatro ambientes. Na versão de estudo, ataque um acorde no tempo 1 e deixe-o soar até o compasso seguinte. Na versão de balada, faça um arpejo de oito colcheias por compasso. Na versão de samba ou pagode, destaque contratempos e abafe parte das cordas. Na versão de forró, mantenha o baixo definido e reduza os ataques agudos para abrir espaço ao triângulo e à sanfona.

Comece com quatro ataques regulares por compasso. Toque “1, 2, 3, 4” com a mão direita, usando força 4 em uma escala de 1 a 10. Faça a roda por quatro ciclos. Esse exercício mostra se a mão esquerda troca sem ruído, se o acorde dura o tempo combinado e se o pulso permanece constante.

Para uma levada de violão brasileira, marque o baixo no tempo 1 e responda com acordes curtos nos contratempos. Conte “1 e 2 e 3 e 4 e”. Toque o grave no 1, um acorde no “e” de 2, outro no “e” de 4 e deixe silêncio nos demais pontos. Depois crie uma segunda versão com ataque no “e” de 1 e no “e” de 3. O silêncio precisa ter duração definida. Não raspe as seis cordas em todos os ataques.

No pagode, separe três funções: grave, resposta e abafamento. O polegar marca uma nota baixa nos tempos 1 e 3. Os dedos respondem nos contratempos. A lateral da mão interrompe parte do som nos tempos 2 e 4. Toque a 76 BPM e grave quatro ciclos. Se o grave e a resposta se misturarem, diminua o volume do polegar e deixe o ataque agudo mais curto.

No forró, experimente uma figura de baixo no tempo 1 e acorde seco no tempo 2, repetindo a ideia nos tempos 3 e 4. A 96 BPM, mantenha a mão direita pequena e regular. Em uma balada sertaneja, reduza para 68 BPM e use arpejos com polegar, indicador, médio e anelar. Deixe o Am durar uma colcheia a mais quando a melodia pedir uma sensação de passagem, mas faça o G resolver claramente para C.

Uma variação útil mantém o padrão da mão direita nos quatro acordes e muda apenas a dinâmica. Toque o I com força 6, alivie no vi para força 4, cresça no ii para força 5 e sustente o V com força 6. Depois faça o contrário. Grave 60 segundos no celular. Escute se a dominante conduz ao I ou se todos os acordes têm o mesmo peso.

Se você estuda teoria musical enquanto pratica, nomeie cada evento: pulso, contratempo, antecipação, abafamento ou silêncio. Essa associação impede que a mão repita um desenho sem intenção. Faça uma marca no caderno sempre que o acorde entrar atrasado. Cinco marcas no mesmo lugar indicam que você deve reduzir o andamento e praticar somente a passagem entre os dois acordes envolvidos.

Variações comuns: sétima, sus4 e baixo invertido

As sétimas deixam a função dos acordes mais definida. Em C maior, teste Cmaj7, Am7, Dm7 e G7. O Cmaj7 acrescenta B. O Am7 acrescenta G. O Dm7 acrescenta C. O G7 acrescenta F. Toque cada acorde por um compasso a 60 BPM e observe a nota que permanece entre uma mudança e outra.

O G7 torna o retorno para C mais evidente porque contém B, que tende a subir para C, e F, que pode descer para E. Essa condução ocorre dentro do próprio acorde e não exige uma levada complexa. O Dm7 suaviza a preparação para G7. O Cmaj7 abre a tônica, mas pode colidir com uma melodia que use B por muito tempo. Se isso acontecer, volte ao C simples.

O sus4 troca a terça pela quarta. Em Gsus4, a nota C suspende a definição maior de G e pode resolver para B antes da entrada do C. Toque Gsus4 por dois tempos, G7 por dois tempos e C por um compasso. Essa sequência cria um gesto de tensão e resolução dentro da mesma passagem. Use Csus4 antes de C quando a melodia aceitar F resolvendo para E.

Não segure a suspensão por quatro compassos apenas porque a forma está disponível. O efeito depende do tempo de resolução. Para testar, compare três durações: Gsus4 por uma semínima, por duas semínimas e por um compasso inteiro. A primeira cria uma passagem breve. A segunda deixa o gesto audível. A terceira pode competir com a melodia e perder a função de passagem.

O baixo invertido troca a nota mais grave, mas não elimina a função principal do acorde. Em C, experimente C/E para conduzir ao Am. A sequência fica C/E–Am–Dm–G. O baixo passa por E antes de chegar a A, reduzindo o salto entre as fundamentais. Outra opção é Am/C, que aproxima o baixo do Dm. Use uma inversão por vez e escute se a linha grave ficou mais cantável.

No piano, mantenha a mão direita em uma região próxima e mova apenas o baixo quando possível. No violão, escolha uma inversão que não deixe a terça mais grave que a melodia sem intenção. No baixo elétrico, confirme a nota fundamental com o restante da banda antes de preencher com passagens cromáticas. Uma linha grave bonita não deve esconder o acorde que os outros instrumentos precisam reconhecer.

Teste as alterações em ordem. Primeiro use as sétimas nos quatro acordes. Depois volte à forma simples e aplique sus4 apenas no G. Por fim, mantenha os acordes básicos e mude somente o baixo. Se você alterar voicing, extensão, ritmo e andamento ao mesmo tempo, não saberá qual escolha mudou o resultado.

Para comparar esse caminho com outro ciclo de quatro graus, veja a progressão I–vi–IV–V. Em C, o terceiro acorde dessa outra sequência é F, enquanto na I–vi–ii–V ele é Dm. O F funciona como subdominante maior. O Dm prepara o G com uma cadeia mais próxima do ii–V–I. Toque C–Am–F–G e depois C–Am–Dm–G, mantendo 72 BPM, para ouvir essa diferença.

Como estudar a roda em quinze minutos por dia

Use um cronômetro de 15 minutos e mantenha o mesmo tom no primeiro dia. Em C, faça três minutos de fundamentos. Toque C, A, D e G no baixo ou na nota mais grave do seu instrumento. Conte quatro tempos por acorde e diga “I, vi, ii, V” em voz baixa. O objetivo é fixar a ordem e localizar as trocas no tempo 1.

Nos quatro minutos seguintes, use um padrão simples de mão direita a 60 ou 66 BPM. Faça cinco ciclos sem parar. Se você errar um acorde, não volte ao início. Marque mentalmente o compasso do erro e continue até completar a volta ao C. A progressão precisa permanecer em movimento mesmo quando uma troca falha.

Reserve três minutos para uma nota-guia. Escolha E, G ou C e toque essa nota sobre os quatro acordes. Perceba como ela muda de função. Depois use B sobre G e resolva para C quando chegar ao próximo I. No canto, sustente uma única nota por quatro compassos e escute o efeito de repouso, passagem e tensão. Esse exercício desenvolve o ouvido sem exigir muitos acordes.

Nos últimos cinco minutos, alterne duas levadas. Faça dois ciclos com ataques regulares e dois ciclos com contratempos. Grave uma versão de cada. Compare o ponto das mudanças, a duração dos acordes e a força do G7 ou G. Se a gravação tiver 30 segundos, verifique se você manteve o andamento do início ao fim. Um ciclo de quatro compassos a 60 BPM dura 16 segundos, sem contar uma contagem inicial.

No segundo dia, transporte para G maior: G, Em, Am e D. No terceiro, use D maior: D, Bm, Em e A. No quarto, tente A maior: A, F#m, Bm e E. Mantenha a mesma levada e entre 60 e 72 BPM. A troca de tom mostra se você conhece os graus ou apenas decorou as formas de C.

Depois de uma semana, acompanhe uma gravação de samba, choro, MPB ou gospel usando apenas os graus. Em repertório sertanejo, observe quando a sequência prepara uma entrada de refrão ou uma volta para o verso. Em forró e pagode, escute como o baixo e a percussão alteram a sensação do compasso. Você não precisa transcrever a cifra inteira. Marque o tom, o pulso e o ponto em que o V retorna ao I.

Se a troca continuar insegura, volte ao gerador de acordes e escolha voicings próximos. No violão, pratique somente os pares C–Am, Am–Dm, Dm–G e G–C por 60 segundos cada. No piano, mantenha duas ou três notas comuns entre os acordes quando a melodia permitir. Depois retome a roda completa e acrescente sétimas, suspensões e inversões uma por vez.

Checklist para aplicar a progressão hoje

  1. Escolha C maior e escreva C, Am, Dm e G no caderno.
  2. Configure o metrônomo entre 60 e 72 BPM.
  3. Toque um acorde por compasso durante 10 ciclos.
  4. Grave um ciclo e confira se todas as mudanças caem no tempo combinado.
  5. Repita apenas o par que apresentou atraso, por exemplo Dm–G durante dois minutos.
  6. Troque a levada sem trocar os acordes: primeiro ataques regulares, depois contratempos.
  7. Acrescente Cmaj7, Am7, Dm7 e G7 somente após a forma simples ficar estável.
  8. Transporte para G maior e D maior, mantendo o mesmo andamento.

Ao terminar, anote três dados: andamento, número de ciclos sem parar e ponto mais instável. No dia seguinte, comece pelo ponto anotado. Esse registro transforma 15 minutos de prática em uma sequência de decisões concretas.

Resumo

  • Em C maior, a roda é C, Am, Dm e G.
  • O trecho vi–ii–V–I forma a cadeia de fundamentais descendentes por quinta; I–vi faz a abertura por relação de terça.
  • O I estabelece repouso, o vi traz a cor relativa menor, o ii prepara e o V cria tensão.
  • Comece com um acorde por compasso em 4/4 e metrônomo entre 60 e 72 BPM.
  • Teste antecipações no “e” do quarto tempo somente depois de estabilizar o tempo 1.
  • Altere levada, dinâmica, registro e abafamento antes de trocar a sequência.
  • Adicione sétimas, sus4 e baixos invertidos uma escolha por vez.
  • Pratique 15 minutos por dia e registre o andamento, os ciclos completos e o ponto de erro.

Perguntas frequentes

O que é a progressão I vi ii V?

É uma sequência de quatro graus da tonalidade maior: I, vi, ii e V. Em C maior, os acordes são C, Am, Dm e G. O I estabelece a tônica, o vi traz uma cor menor relacionada, o ii prepara o dominante e o V cria tensão para retornar ao I. A sequência pode ser repetida porque o G resolve no C e esse C já pode iniciar outro ciclo.

Por que essa progressão é ligada ao círculo de quintas?

A ligação aparece com mais clareza no trecho vi–ii–V–I. Em C maior, A conduz a D, D conduz a G e G conduz a C por movimentos de quinta descendente nas fundamentais. A passagem I–vi, de C para Am, é uma relação de terça entre as fundamentais. Portanto, a sequência completa combina a relação I–vi com uma cadeia de quintas que leva ao retorno da tônica.

A progressão i vi ii v é a mesma coisa?

Essa escrita pode aparecer em anotações informais, mas as letras minúsculas geram ambiguidade. Na forma mais comum em tonalidade maior, a sequência tem I e V maiores, além de vi e ii menores. Em C, isso significa C, Am, Dm e G. Confira sempre os acordes concretos, porque trocar C por Cm ou G por Gm muda a tonalidade e a função da frase.

Qual levada combina com essa progressão?

Várias levadas funcionam. Para estudar, use um ataque no tempo 1 e quatro pulsos por acorde. Para samba e pagode, destaque contratempos, abafamentos e o diálogo entre baixo e acordes. Para forró, deixe o baixo claro e reduza o excesso de ataques agudos. Para sertanejo, experimente arpejos entre 64 e 72 BPM. Mantenha C–Am–Dm–G e altere somente ritmo, dinâmica e duração.

Onde devo trocar o acorde no compasso?

Comece trocando no tempo 1, com um acorde por compasso em 4/4. Depois divida o compasso entre dois acordes ou antecipe a troca para o “e” do quarto tempo. A escolha depende da melodia, do baixo e da levada. Pratique primeiro a 60 BPM. Se a antecipação deslocar a contagem, volte para o tempo 1 e repita por cinco ciclos.

Posso usar acordes com sétima nessa roda?

Sim. Cmaj7, Am7, Dm7 e G7 são opções comuns. O G7 reforça a tensão antes do retorno ao C porque contém B e F, notas que podem se mover para C e E. O Dm7 suaviza a preparação. O Cmaj7 abre a tônica. Teste uma extensão por vez e confira se a sétima não conflita com a nota principal da melodia.

O que o sus4 faz na progressão?

O sus4 troca a terça pela quarta e cria uma suspensão breve. Gsus4 pode resolver para G7 ou G antes do C. Csus4 pode preparar a volta ao C quando F desce para E. Teste Gsus4 por dois tempos, G7 por dois tempos e C por um compasso. Se a suspensão permanecer quatro compassos sem uma resolução clara, ela pode perder a função de passagem.

Como o baixo invertido muda o resultado?

O baixo invertido muda a nota mais grave sem apagar a função do acorde. C/E pode conduzir ao Am com uma linha mais próxima. Am/C pode aproximar o baixo do Dm. A mão direita pode manter vozes próximas enquanto o baixo reduz saltos. Comece com uma inversão em cada ciclo. Se a tonalidade ficar difícil de reconhecer, retorne às fundamentais.

Quanto tempo devo estudar por dia?

Quinze minutos formam uma rotina objetiva. Use três minutos para as fundamentais, quatro para uma levada simples, três para uma nota-guia e cinco para comparar duas levadas. Pratique entre 60 e 72 BPM no início. A meta é completar cinco ciclos com pulso estável. Não aumente o andamento enquanto as trocas ainda atrasarem ou adiantarem.

Como transportar a progressão para outros tons?

Mantenha os graus e troque as notas. Em G maior, toque G, Em, Am e D. Em D maior, toque D, Bm, Em e A. Em A maior, toque A, F#m, Bm e E. Pratique cada tom por cinco ciclos no mesmo andamento. Assim você treina a função harmônica, não apenas a memória muscular das formas de C.

Essa progressão aparece em samba e choro?

A direção harmônica da I–vi–ii–V aparece em muitos acompanhamentos de samba, choro, pagode e MPB. Também pode surgir em introduções, finais e preparações de repertório gospel e sertanejo. O estilo muda conforme a síncope, a articulação, o baixo e a instrumentação. Ao ouvir “Carinhoso” ou “Chega de Saudade”, observe onde a harmonia muda e como o acompanhamento prepara a volta à tônica, sem reproduzir uma cifra completa.

O que fazer quando a progressão parece uma lista de acordes?

Reduza o andamento para 60 BPM e toque somente as fundamentais por quatro ciclos. Depois cante ou toque uma nota-guia que permaneça entre as mudanças. Reforce a diferença de dinâmica: I em força 6, vi em força 4, ii em força 5 e V em força 6. Por fim, faça G7 resolver para C mantendo F descendo para E. Esses três passos tornam audíveis a função, a direção e a chegada.